282 - CDU 2009 - Para uma vida melhor


São 16 mulheres e 14 homens que sim fazem toda a diferença.
No Acto Público de apresentação da lista
dos candidatos da CDU às eleições para o Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, primeira candidata, afirmou que «este projecto colectivo da CDU, que aqui, apresenta os rostos de quem vai dar visibilidade e voz à determinação dos que querem levar a luta até ao voto, é a expressão da corrente de mulheres e homens de todas as idades, que condenam a política de direita no país e na União Europeia, que não se conformam com a situação em que se encontra Portugal.»
Clicar para ver a lista de todos os candidatos

281 - Celebrar Abril SEMPRE

Mais um Abril é chegado
Mais um ano se passou
Na luta em que estamos juntos
Nenhum de nós descansou
Nas minhas incursões neste novo mundo que é a blogosfera, fui parar a um blogue cujas considerações a propósito do 25 de Abril, publicadas no ano passado, começam assim:
Para esclarecimento então, deixei na caixa de comentários o que abaixo transcrevo:
Pela forma como se refere à Revolução de Abril, em que por mero acaso entraram os cravos vermelhos, vê-se que desconhece a sua essência, ou o que levou a que tal Revolução acontecesse.
De onde lhe teriam surgido as associações que faz dos cravos com o diabo. Sabia que em Sevilha, Espanha são os cravos, que embelezam os andores nos actos religiosos?
E continuava o argumento:
Comecemos então a análise a este seu parágrafo:
- Do Diabo: certamente porque vermelhos já os diabolizou, por favor, então os sapatitos do pápa, chefe supremo da igreja católica de que cor são? Teriam sido herdados?
- Comunismo: Com certeza que ignora o que seja o bem comum e a igualdade, onde todos tem os mesmos direitos e os mesmos deveres, onde a repartição do pão e dos peixes é igual para cada um. Por acaso não era esta a forma de actuar de Jesus Cristo?
- Anarquismo: Mas houve alguém mais anarca relativamente ao poder instituído que o próprio símbolo do cristianismo, ou seja Jesus Cristo?
- Ateísmo: Isto significa a não aceitação de deuses, de facto e até agora a ciência ainda não demonstrou a verdade de tal teoria porém, a teoria da evolução das espécies já está a ser aceite, como não podia deixar de ser, pelos responsáveis da Igreja católica e mais, o bispo de Lisboa José Policarpo afirmou mesmo que a Biblica é apenas um livro simbólico, (veja-se homilia de 11/4/09) .
- Laicismo: Mas claro como não? Foi o que afirmou Jesus Cristo “A Deus o que é de Deus a César o que é de César!
- Libertinagem e depravação sexual: Quer exemplos da libertinagem e depravação sexual? Na história os pápas e de muitos outros responsáveis da igreja católica existem vários exemplos já leu? Olhe que não faltam desde séculos atrás, até aos nossos dias.
- Homosexualismo: Então vamos lá, conhece certamente padres homosexuais assumidos e que não são comunistas, por outro lado onde está a tão badalada teoria de que somos todos irmãos, os homosexuais são pessoas iguais a qualquer um nós daí que sejam também filhos de deus, ou nega a essas pessoas este principio moral?
- Modernismo: Modernismo é um movimento cultural, aí sim está a afirmar-se retrógrado/a mas também não é de espantar dado o discurso apresentado.
- Relativismo: Afirmar que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar, então não é uma verdade? Só os burros e os dementes não mudam a sua forma de pensar (Leia outra vez a homilia de 11 de Abril)
- Hedonismo: Ou o prazer individual, claro que há prazeres individuais como este de o/a estar a elucidar sobre o ideal comunista cujo objetivo é a criação de uma sociedade sem classes, vivendo em Liberdade e Fraternidade.

280 - Prós e Contras

O debate “Prós e Contras” transmitido ontem no canal público de televisão, foi tudo menos debate.
É este o exemplo do debate político que o partido do governo e o dito maior partido da oposição vão levar para Bruxelas? É com debates desta natureza que os senhores representantes destas forças políticas querem cativar os eleitores? São estas as preocupações que os movem?
É que se são, mal vai a coisa. O “debate” não foi debate, nem foi esclarecedor das políticas e linhas de orientação que vão defender na UE, foi pelo contrário bem esclarecedor das preocupações que movem estes senhores e as suas políticas, uma vez que o tempo de antena se gastou apenas em cerrados ataques pessoais, entre os representantes de três partidos PS (partido do governo) e da oposição PSD e CDSPP.
Bem que Ilda Figueiredo se esforçou para introduzir no “debate” as questões que preocupam os portugueses e que os deveria motivar a ver tratadas no âmbito da União Europeia.
É claro que Ilda Figueiredo, já está habituada a não lhe darem a palavra em igualdade de circunstâncias e pelo mesmo tempo de antena que os outros participantes, é uma questão antiga esta de tentar calar a voz da CDU.
É um sinal inequívoco de que não interessa que o povo português seja esclarecido e pense nas questões que pesam no dia a dia das suas vidas, como a questão dos despedimentos, dos baixos salários, do endividamento das famílias e da perda do poder de compra, da cada vez mais precária situação de apoios através da segurança social, da corrupção instalada, da falta de condições no ensino, no ataque sistemático à administração publica, das leis escritas em cima do joelho como são o código de trabalho e o código de trabalho em funções públicas, etc. etc. etc.
Vital Moreira, preocupou-se mais em se mostrar independe (como se isso fosse relevante) relativamente ao partido que o apoia, não trazendo nada de elucidativo a um debate que se esperava esclarecedor das posições a tomar sobre as preocupações que a todos dizem respeito.
Fátima Campos Ferreira, tão acutilante noutros debates e noutras situações, mostrou-se subserviente ao poder instituído, deixando que os três partidos acima referidos se digladiassem, numa troca de palavras que em nada abonou o cariz do programa. Por outro lado não soube impor no debate a necessária lucidez e encaminhando da discussão para a informação que todos esperavam-mos.

279 - Abril sempre

Não, não foi mais um almoço, foi o almoço comemorativo dos 35 anos do 25 de Abril, no Concelho de Sintra.
Aos numerosos camaradas e amigos (cerca de 300) que se juntaram no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Queluz, foram também apresentados os "cabeça de lista" à CMS, Engº Baptista Alves e à AMS António Filipe.
Na mesa de honra um dos candidatos ao Parlamento Europeu, candidatos à CMS, AMS e mandatário das listas Autárquicas










Bem patente a camaradagem entre os mais jovens e os mais experientes, sendo que juventude não é sinónimo de pouca experiência.

278 - Escola em Monte Abraão - tecto cai 19 meses após inauguração

Ainda há dias, (no post 276) falava eu, sobre a extrema necessidade de fiscalização no que toca à qualidade dos materiais usados na construção civil, mesmo em obras novas e a inexistente manutenção dos edifícios, tanto particulares, como os do património do Estado e eis senão quando, ouço agora a noticia do desabamento do tecto da escola nº. 1 de Monte Abraão.
Não é que estivesse à espera que este ou outro acidente da mesma natureza acontecesse mas, na verdade e quem tiver memória há-de lembrar-se como fui contra, na Assembleia de Freguesia, sobre o local escolhido para a construção desta escola.
1º - O espaço era diminuto para uma escola com probablidade de acolher cerca de 300 crianças, uma vez que, a outra escola existente na zona, a EB nº. 1 de Queluz situada na Rua Ruy Gameiro construção de 1920, além de desadequada face às necessidades do ensino de hoje, ás maleitas do tempo de uso, por população discente excessiva para o espaço funcional da escola, esta completamente degredada.
A escola à qual agora ruiu o tecto, não foi projectada de raiz, para o espaço onde foi construída, tendo a planta/projecto, sido cedida por uma outra Freguesia do Concelho, que agora não me lembro qual, mas que será fácil descobrir através das actas da Assembleia, do mandato anterior.
Ora existindo na Freguesia um espaço com todas as condições para a implementação de um parque escolar (os terrenos do denominado Bairro dos desalojadoa) doado à CMS no final dos anos 60 do sec. passado para fins sociais, o espaço escolhido para esta nova escola, diminuto, apertado entre prédios, depósitos de água e o mais grave por um depósito de gás, em mau estado de conservação como pode facilmente ser constatado in loco, não foi de facto a melhor opção. (clicar para abrir as imagens)

277 - Serpa minha terra

Nos idos de 70 do século passado comprei para oferecer ao meu pai no dia dos seus anos um livro que muito me tinha emocionado ao ler. Era de: Antunes da Silva, Jornalista e escritor e intitulava-se "O Alentejo é sangue" a páginas 123 há um trecho que diz assim, intitulado:

Em Terras de Serpa
Encontramo-nos na região dos largos espaços, ponteados de lume. Passante a serra, vê-se a Espanha em riscos quase brumosos, e corre ali adiante, alargando os braços como um caminheiro impenitente, o rio Guadiana, manso, a caminho do mar. Este doce rio, que é amigo dos ventos e se embebeda de sol, e se irrita nos dias bárbaros de Inverno, cachoando, atravessa a raia como se fosse um contrabandista disfarçado de cigano. Chega a Serpa já adulto, com boa corrente, mas reprime o curso do seu andamento com a planície.
No local pitoresco do «Pulo do Lobo» o panorama é agreste e ascalvado. Os arvoredos novos erguem-se, abundantes, para as bandas da serra; na vila os prédios, as numerosas igrejas, as chaminés de reminiscências árabes, fazem lembrar um pouco a cidade de Évora, posta mais acima, no coração da província.
No altinho da Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, cercada de tojos e alandroeiros, observa-se uma vista imponente: a terra mandando recados ao céu, na linguagem macia da solidão. Em baixo da igrejinha branca, por baixo de três léguas de comprimento desdobram-se os famosos barros de Serpa, fortes e dadivosos, a caminho da fronteira, rendados de riquíssimos olivedos até às encostas da serra, onde o terreno é mais pobre e remendado. Na parte sul, correndo em direcção a Beja, Mértola e Ervidel, vê-se uma das parcelas da imensa planície alentejana, lugar das grandes lavouras vivendo à torreira do sol, nos dias ainda escaldantes deste princípio de Outono, onde nem as flores vicejam, a não ser a brava esteva. Ao fim, é o horizonte nevoento das montanhas algarvias e em dias claros de Primavera avista-se Vila Real de Santo António e a mancha imprecisa do mar-oceano. Tanto assim, que os pescadores algarvios, quando abalam para as fainas da pesca, acenam simbolicamente dos seus barcos com lenços, ou erguendo os braços, para o minúsculo altinho onde fica Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira dos aflitos.
Junto à ermida, existe um hotel-pousada e uma estrada de primeira classe. Aqui vêm, de passagem para Espanha, turistas de todo o lado do globo, que entram na delicada igreja e rezam com fervor, ou ficam cá fora, no adro, os que não são católicos, a sorver o ar puro da altitude, e a subir a um miradouro para desfrutarem o panorama epopeico da terra.
Pelas paredes caiadas de branco há escritos com petições a Nossa Senhora, como por exemplo, estes, de singular candura: Nossa Senhora de Guadalupe, salva o meu pai da morte que é ele quem dá sustento à casa! Ou então: Nossa Senhora de Guadalupe, permite que o meu irmão venha de Timor, para a gente o abraçarmos! E outras inscrições, de simples anúncio de presença: Aqui esteve Manuel Paizinho, há trinta anos nascido na nobre vila de Moura, a pedir paz para Portugal! E esta dos encantos do amor: Aqui esteve Zé Pinto e sua namorada Helena Verdocas, a pedirem a Nossa Senhorasaúde para se casarem.
Olivais de fama com dezenas de anos de idade, e outros que estão nascendo à flor dos barros primorosos, rodeiam Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira dos aflitos, no alto da serra de Serpa.
Furando o silêncio potentoso da noite muçulmana, cantam dois serpenses uma moda em louvor das estrelas. Os seus vultos recortam-se ao longo de uma rua de casas caiadas de branco. Ouvem-se as suas vozes asseadas na calidez da noitaça, roubando poesia às sombras e a pouco e pouco as cantigas sobem de volume, arrastam outras vozes, forma-se um rancho coral de genuínos cantadores de lendas e martírios:

Ó Serpa, pois tu não ouves
Os teus filhos a cantar?
Serpa ouve muito bem, e às janelas assomam cabeças humanas, dando as boas-noites à melodia.
Estamos no coração do Folclore alentejano, nos lugares acolhedores onde se murmuram as canções da saudade e do autêntico amor português à terra e à grei:
Enquanto teus filhos cantam
Tu, Serpa, deves chorar….
Não chora, mas cisma. Serpa é uma vila de casas de muita história. As crianças entoam cantigas ao poial das casas, ou em qualquer recanto da vila. Cantam também os adultos serenas melopeias arrancadas à quietude da terra.
Mulheres embiocadas em lenços de algodão ouvem as estrofes dos seus homens e acompanham-nos em surdina. Desde Ficalho, ao rés da raia, até à linda vila de Moura, Pias, Santo Aleixo da Restauração, Castro Verde, Amareleja e Aldeia Nova de São Bento, os camponeses cantam o seu destino vário, em versos de esperança e de angustia, de alegria e tristeza, cantam por vocação e por necessidade.
Às quatro da manhã, ainda não tinha rompido a bela aurora, uma voz perdida inicia um canto mavioso:
Já lá vai a nau prás Indias
Já lá vão os navegantes…
É um poema de harmonia a música desta moda. No silêncio perfeito da madrugada responde o rancho de almocreves, em companhia de duas puras vozes femininas:

Choram as mães pelos filhos
E os filhos pelas amantes….
Quebra o enguiço do calor, que toda a tarde durou, o bruxedo das cantigas. Dá vontade de chorar e de sorrir, ao mesmo tempo. O cante alentejano ouvido pela telefonia perde, porém, quase toda a sua grandeza épica. Aqui, sim, na própria raiz donde a sensibilidade se transfigura e desentranha em vida fulgurante, se evolam para o espaço e entram direitinhos no coração do povo os castos versos do amor e da saudade:

Dei um ai entre dois montes
Responderam-me as montanhas
Ai de mim que já não posso
Sofrer de ânsias tamanhas…

Terras de Serpa ao luar! Serpa bebendo água nas lágrimas cetinosas so rio Guadiana! Serpa dos restolhos e dos olivedos, Serpa das grandes lavouras, das rimas inesperadas e dos poetas – que vais cantar amanhã?
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Havia já uns anos que tanto eu como minha irmã tinha-mos saído de Serpa, à que regressávamos pelo menos 3 vezes por ano. Em mim as saudades ainda apertavam e no calor da emoção respondi assim, à pergunta feita no livro pelo escritor:

Como pode cantar Serpa
Amanhã ou noutro dia
Se os seus filhos vão para longe
E com eles a alegria!

Ao terminar de ler o meu pai agarrou-se a mim e ambos choramos, eu porque sentia de facto a quadra que escrevera, meu pai porque sentia na pele a ausência das suas filhas, ambas a trabalhar em Lisboa. Nunca mais me esqueci dos olhos do meu pai cheios de lágrimas e depois da sua morte trouxe para minha casa o livro que até hoje me acompanha.
Hoje ao transcrever aqui estas belas páginas é na intenção de as dedicar aos meus amigos: Xica que me vai mandando fotos da “minha Serpa”, Manuel Gudelha, porque sei ser este um dos seus livros preferidos e ao meu amigo Shark, que adoptou Serpa como sua terra, tanto bem lhe
quer.
É assim que hoje me sinto, nostalgica, depois de ter feito ontem, uma visita rápida a Serpa.

276 - A vulnerabilidade sismica, a reabilitação urbana e as vendas que o (des)governo do PS quer, compulsivas

Na realidade concordo com uma vigilância apertada tanto no que toca a segurança na construção dos edifícios que crescem que nem cogumelos, como também a fiscalização de aberrações como a da figura ao lado, e que as há um pouco por toda a parte.
Todos já ouvimos falar da má qualidade dos materiais utilizados, visando tão só o lucro para os bolsos dos construtores, mais preocupados consigo próprios que com a segurança, tanto dos operários de construção civil, como depois da obra feita, com aqueles que um dia irão habitar esses prédios cujos andares pagam a peso de oiro.
De facto há casos "casas" em que só a demolição e nova construção, pode já ser a solução, às vezes até por alguma incúria de quem lá habitou anos e anos sem um melhoramento fazer - às vezes nem pinturas interiores - porém e toda a gente sabe, que da parte do património do Estado, a coisa não está melhor. Basta ver as fotos do site onde estão, colocadas à venda várias fracções património do Estado, portanto de todos nós e a miserável situação em que se encontram, (como a que ilustra este nosso trabalho, sita na Rua Silva Carvalho, em Lisboa) não obstante os preços de venda que lhes são atribuídos, mas isto é outra conversa.
De há uns anos para cá (aliás desde que Manuela Ferreira Leite desatou a vender Património do Estado) que é um deus nos acuda, qualquer dia nem há Património nem há Estado "eles" vendem tudo... Só gostava de saber para onde raio vai esse dinheiro.
O sr Ministro e o Sr. Secretário de Estado ao afirmarem que: - “Não haverá qualquer inconstitucionalidade neste diploma. O Governo não cometeria um erro tão crasso” - poderão estar a cometer um erro maior de imoralidade.
De mais a mais quando afirmam que as vendas ou arrendamentos forçados: “não se aplicarão a todas as áreas de reabilitação urbana”
Então há uns mais iguais que outros ou querem visar uns e proteger outros?!
Toda a gente sabe que, se há senhorios cujos proventos de rendas são mais do que imorais, outros há porém que, por muito que queiram fazer obras, só para desalojar os arrendatários terão de pagar primeiro, indemnizações, (isto mesmo tendo em conta que não serão muito altas e eu conheço quem pague de renda 2,50 euros) indemnizações que não podem comportar quando mesmo possuidores de um bem, não tem dinheiro (pelos motivos apontados) para as obras a efectuar.
Não tenho dúvidas que serão estes os visados.
Vender um espaço, em que a avaliação é feita apenas sobre área de terreno e face à especulação dos nossos dias em que a compra querem ao preço da uva mijona, para depois os lucros serem de 1000%, mais vale estar quieto, digo eu não sei…
Vem então agora este Governo, com a solução da venda forçada que segundo refere “o bem é posto em hasta pública”. Ora sabendo-se da corrupção e dos cartéis que há nestas coisas, a licitação pode até ser abaixo do valor real do terreno, basta que para isso não se licite mais do que o valor mínimo decidido pelo Tribunal. Digam-me é justo?

275 - Ainda o encontro daqueles que insistem num caminho de mudança

Foto "roubada" do Blogue "Ai Portugal Portugal" do CNR, que nunca poderia ser feita por mim porque figuro nela. Assim agradeço a este camarada a amavel cedência "forçada".

274 - E no final...

...no final o nosso amigo "Cantigueiro" brindou-nos com uma mão cheia de canções, de Adiano Correia de Oliveira, a Ary dos Santos, de António Gedeão a outras de sua autoria, algumas aplaudidas de pé, elevando o cariz cultural deste nosso encontro.
Quase no final ainda tive o prazer de rever e abraçar a "Amigona" e o marido.
Rumei a casa com a firme convicção que não perderei nenhum dos encontros que certamente terão lugar no futuro.

273 - Intervenções

Seguiram-se as intervenções de alguns Bloguers, (aqui representados por, José Casanova e Pedro Penilo), escutadas atentamente pelos presentes. Amiga Xica, transmiti a tua mensagem aos presentes.

272 - O Almoço

O almoço propriamente dito, preparado pelos camaradas da Comissão de Freguesia da Costa da Caparica, estava espectacular (os meus parabéns aos cozinheiros) mas a camaradagem a troca de experiências, a força nas mesmas convicções e na luta por um mesmo ideal e que motivou este encontro esteve sempre presente.

271 - A chegada

Depois de 2 ou 3 perguntas sobre a localização facilmente chego à Rua onde fica o Centro de Trabalho do PCP, na Costa Caparica, em que teria lugar o almoço/convivio organizado pelo, "Cheira-me a Revolução" - "1º Encontro Blogosférico no Caminho da Mudança"
À porta, e enquanto se aguardava a hora do almoço, iam-se fazendo as apresentações, sabendo quem é quem titulos dos blogues e nomes dos seus subscritores.
Se alguém alheio a esta forma de ser comunista acharia estranho como é que um grupo de pessoas vindo das mais diversos pontos do país, em menos de 5 minutos pareciam já conhecer-se, pessoalmente de há longos anos, dada a forma franca do desenrolar das conversas.

270 - 1º Encontro blogosférico "No caminho da Mudança"

A fim de participar no primeiro encontro blogosférico dos Bloguers Comunistas, rumo à Costa da Caparica, deixando para trás a Praça de Espanha e uma chuvinha miuda. No horizonte um céu carregado de nuvens mas a perspectiva de uma tarde em cheio na companha de camaradas e amigos.
















269 - E ainda dizem que o tempo não volta atrás!

Funcionárias da loja do Cidadão proibidas de usar mini-saia
Julgava eu que já nada me surpreendia vindo do actual (des)governo e eis senão quando, fico embasbacada com a noticia saída nos "Jornal Público" cujo titulo é o que acima se transcreve e no "Correio da Manhã".
Noticia que teria alguma piada se publicada há nove dias atrás:
Pensei então onde é que eu tinha proibições semelhantes retidas na minha memória?
Não precisei procurar muito foi apenas voltar para trás no tempo. Ora façam o favor de ler e comparar. Depois digam-me se, em vésperas de aniversário, esta medida não foi propositadamente, para me darem a possibilidade de voltar aos tempos da minha juventude!
Vejam só: (Clique para abrir)



266 - Falta de respeito pelos utentes da linha de Sintra

Ou a Odisseia para chegar a casa!
Hoje dia 6 de Abril de 2009 - Saio do trabalho por volta das 18,20h, pelas 18,47h estou na estação de Entre-Campos, subo as escadas ao som da voz off anunciando, (não necessariamente com estas palavras):
Senhores passageiros o combóio CP-Lisboa procedente da estação do Oriente com destino a Mira-Sintra/Meleças que deveria entrar na linha número um, encontra-se com 17m de atrazo; 5 minutos depois a mesma lenga-lenga mas agora informando que serão uns 47 minutos de atrazo; mais cinco minutos e já será de 27 minutos o atrazo, mais um pouco e passa para uns 23minutos enfim... às tantas fartei-me. Saí da gare com destino à outra estação da linha de Sintra: Rossio.
Lá chegada, deparo com um cenário ainda pior: O combóio marcado para as 19,11h encontrava-se na linha, superlotado. Eram 19,31h! O que faço? Bom, vamos ver se encontro um lugarzinho, em pé evidentemente. Na segunda carruagem encontrei e por isso entrei.
Às 19,33h o combóio arranca mas, ao que me disseram desde as 17,30h que havia problemas na linha.
Esqueço de contar que, na Estação do Rossio está a ser testada a nova modalidade de acesso às plataformas de embarque que não foi interrompida mesmo com a situação caótica que se apresenta.
Chegamos, após alguns soluços pelo meio, à estação da Amadora, são 20,09h, entretanto as portas do combóio abrem e fecham, trazendo de cada vez que fecham, a esperança de que o combóio começe a rolar nos carris.
Falso alarme, muito falso alarme. Informações sobre o que está a contecer ou a que horas poderá o combóio continuar a marcha, está quieto nicles batatóides, (como diria o meu neto).
Às 20, 46 chego a Queluz-Belas e não aguento mais (foram 3 horas em pé) saio do combóio, pois aqui posso apanhar um autocarro para casa, o que acontece às 21,05h.
Ao passar na estação de Monte Abraão, lá esta ele (o combóio de sintra) em mais um compasso de espera.
A fila nos taxis é enorme pois aquele hora os autocarros da LT ou são de hora a hora, ou pura e simplesmente já não há como é o caso do 149 para Mira-Sintra, cujo último passa naquela estação às 20,20h.
Tudo isto seria irrelevante não fosse o caso de, durante todo este tempo não ter sido dada qualquer explicação aos passageiros e em cada estação os mesmos não terem sido informados do previsivel compasso de espera, dando assim a ilusão a cada toque de fecho de portas, que se iria continuar a viagem.
Os utentes/passageiros da CP não são tratados com a dignidade a que tem direito, não obstante o pagamento do serviço de transporte ser prontamente pago a cada inicio do mês.
Ora não será esta situação um caso para a ASAE actuar?!