396 - CP e Metro de Lisboa - Atentado contra o Ambiente e bolso dos utentes

(Documentos comprovativos do que a seguir descrevo com data e hora de 19-01-2010 - 13; 36 ;36)
(clique para abrir)
Desde que em Maio passei à situação de Aposentada, deixei de ter necessidade de usar diariamente os transportes públicos de Lisboa. Passei a comprar o passe social apenas para a zona da minha residência.
Acontece que hoje tive necessidade de ir a Lisboa e dei-me conta da seguinte situação:
Na CP, por um bilhete até Lisboa que custa 1,30 € paguei 1,80 € uma vez que foi necessário adquirir um cartão que contem um chips, que me dá acesso à abertura das portas de entrada e saída nas estações de inicio e fim de viagem. O referido cartão é recarregável servindo para outras ocasiões se:
a) não me esquecer dele em casa
b) não perder
c) ou se o chips não se deteriorar, não podendo estar em contacto com por exemplo telemóveis.
Também no Metropolitano de Lisboa, acontece a mesma coisa. O bilhete é acrescido de 0,50 €, para pagamento do cartão indispensável, ao acesso aquele meio de transporte.
O caricato da situação é que além do referido cartão, são emitidos 3 (três) documentos/recibos, que servem como comprovativo da aquisição do titulo de transporte!!!!
Mas ainda mais caricato foi o que me aconteceu. No comboio foi-me solicitado o bilhete pelo revisor que o passou por uma máquina que comprova a validade do titulo de transporte. Pois é, mas chegada à estação onde devia sair, vejo-me impedida de o fazer uma vez que o cartão por mais voltas que lhe desse colocando-o na porta, a mesma não funcionava.
Olho à volta, constato que as bilheteiras estão fechadas, do segurança nem sombra e ali estou eu impedida de sair e quase, quase, a perder o autocarro que me levaria até a casa. Pois bem, a solução foi sair “à francesa” (e só não direi pela porta do cavalo) por respeito pelos utentes da CP, com deficiência ou mobilidade reduzida, utilizadores daquela porta especial.
Já estão a ver. As portas por onde passam as pessoas com deficiência estavam abertas e sem controlo de passagem, ora bem era a minha única possibilidade de saída pelo que foi por lá que saí.
Agora digam-me numa altura em que tanto se fala na necessidade de proteger o ambiente, emitir um cartão com 3 recibos faz algum sentido?
Encarecer o titulo de transporte em 0,50 cêntimos não será no mínimo um roubo a coberto da Lei? Deixar de haver pessoal nas bilheteiras substituindo-as por máquinas não será um contra senso num país com os níveis de desemprego que todos conhecemos?
Se alguém conseguir explicar-me as vantagens agradeço.

1 comentário:

Marina Magalhães disse...

Olha só a coincidência, acabo de chegar de sua terra e relendo meus comentários descobri uma leitora (e também escritora) do além-mar. Gostei dos seus blogs e da história que contastes. Tão consciente - tanto pessoal, social, como ecologicamente. Seja sempre bem-vinda.

Ah, Portugal é um encanto! Arquitetura, natureza, história e gente linda!