320 - Acessibilidade e Mobilidade em Portugal

Chegou-me por email, a mensagem que abaixo transcrevo, bem demonstrativa da acuidade colocada na defesa dos que sofrem com a falta de mobilidade e acessibilidade, quer na via pública quer nos transportes, segregando assim as pessoas com dificuldade de locomoção, não obstante a legislação em vigor que, como se pode constatar prevê o acesso, neste caso às Estações Ferroviárias, porém não prevê o ajuste das plantaformas com a altura do combóio (que chega a ser de dois degraus), de forma a que um portador de cadeira de rodas possa facilmente entrar ou sair daquele meio de transporte. Diz a Lei:
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O mail
Ontem assisti na estação do Rossio, a um epsódio, que demonstra bem o que é que a CP fez pelo transporte de deficientes nos comboios da linha de Sintra.
20 minutos foi o tempo que, um passageiro do comboio que chegou à estação do Rossio por volta das 14h15m, teve de esperar para que pudesse sair da composição em virtude da sua cadeira de rodas não conseguir passar o desnivel entre a carruagem e o cais da estação.
Junto envio uma foto do passageiro e do seu companheiro (por acaso turistas ingleses) de viagem que com boa disposição tiveram de esperar pela solução, mas que devem levar de Portugal uma imagem de que as pessoas deficientes ainda continuam a não poder ser iguais ás outras pois as limitações de circulação para elas ainda são enormes.
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Assim vai Portugal gastando no superfulo, deixando para trás o essencial que neste caso é, o bem estar da população, em especial da que mais atenções necessita!
Por outro lado quem nos visita e se lhes apresenta estas situações, leva consigo muito boas recordações não haja dúvidas!

5 comentários:

Manuel Cataluna disse...

Boa noite,
Sem dúvida esta é acessibilidade, que temos.
E o País que não temos...
Aqui na minha zona as barreiras são constantes.
Numa passadeira para piões, que ao atravessar, fica a nossa esquerda um pino, um metro a frente tem um armário de metal, com um metro de altura.
Sim porque a passadeira, quamdo foi das obras de pavimentação estava dois metros antes do tal armário de povlicidade.
Não foi por falta de telefonemas, para a Câmara de Cascais.
Ou seja estes são os engenheiros,, que temos.
Boa noite minha amiga Susete.

Manuel Cataluna
{CEGO]

Susete Evaristo disse...

Pois é Manuel se até para os que não tem qualquer tipo de problemas as barreiras existem quanto mais para os que por qualquer forma se vem a braços com uma forma de incapacidade.
Senão repara: Sinais de trânsito colocados em paseios com 60 cm de largura; passadeiras que terminam exactamente nas paragens de autocarro; ou então frente a ecopontos; escadas sem corrimãõ; ladeiras sem piso antiderrapante; ecopontos colocados às esquinas das ruas tapando a visibilidade de quem quer atravessar etc.etc. etc.
Ora se para quem não tem dificulades estas constituem mesmo assim obstáculos embora ultrapassaveis o que dizer para quem tem problemas.

Manuel Cataluna disse...

Boa tarde,

Portudo que disséste e muito mais que ficou por dizer.
Sim porque isso de acissibilidáde, só no papél, não achas?
Susete, aqui onde moro tem prédios com varandas, a altura da nossa cabeça, e floreiras...
Já sou conhecido na Câmara de Cascais, pelo o homem das reclamações.
Um abraço, amiga.

Manuel Cataluna

luís r disse...

Boa noite,

nos novos comboios já existem duas carruagens especiais para bicicletas, carrinhos de bebé e pessoas em cadeiras de rodas.

Nessa carruagem especial existe uma plataforma que se pode utilizar, mas nunca vi como, nem entendi como.

Com a remodelação de todos os comboios, que ainda vai demorar alguns anos, este problema poderá ficar resolvido.

Vi uma reportagem na SIC onde uma associação de pessoas com deficiência referiam que as pessoas com deficiência eram pouco chatas. E é verdade.

As pessoas com deficiência deviam sair mais vezes de casa e chatear a sociedade. Só assim, as pessoas começam a preocupar-se.

Susete Evaristo disse...

Olá Luis. Na verdade também já vi esse tipo de plantaformas numa carruagem nos combóios da linha de Sintra mas nunca as vi a funcionar, muito provavelmente porque são pouco divulgadas, aliás vejo algumas vezes uma pessoa em cadeira de rodas sair na Estação de Entre-Campos, mas com dois apoiantes que ao que parece pela farda usada serão funcionários da CP, mas usando uma plantaforma móvel.
Depois sei que nas mais variadas estações já existem elevadores, o que está acontecendo agora também em Caxias, porém, também já dei conta há algum tempo atrás, quando fazia viagens diárias para o trabalho, de que as avarias eram constantes assim como falta das luzes, por outro lado estes elevadores são completamente fechados tornando-se um local, com falta de segurança e quase que assombrado.