278 - Escola em Monte Abraão - tecto cai 19 meses após inauguração

Ainda há dias, (no post 276) falava eu, sobre a extrema necessidade de fiscalização no que toca à qualidade dos materiais usados na construção civil, mesmo em obras novas e a inexistente manutenção dos edifícios, tanto particulares, como os do património do Estado e eis senão quando, ouço agora a noticia do desabamento do tecto da escola nº. 1 de Monte Abraão.
Não é que estivesse à espera que este ou outro acidente da mesma natureza acontecesse mas, na verdade e quem tiver memória há-de lembrar-se como fui contra, na Assembleia de Freguesia, sobre o local escolhido para a construção desta escola.
1º - O espaço era diminuto para uma escola com probablidade de acolher cerca de 300 crianças, uma vez que, a outra escola existente na zona, a EB nº. 1 de Queluz situada na Rua Ruy Gameiro construção de 1920, além de desadequada face às necessidades do ensino de hoje, ás maleitas do tempo de uso, por população discente excessiva para o espaço funcional da escola, esta completamente degredada.
A escola à qual agora ruiu o tecto, não foi projectada de raiz, para o espaço onde foi construída, tendo a planta/projecto, sido cedida por uma outra Freguesia do Concelho, que agora não me lembro qual, mas que será fácil descobrir através das actas da Assembleia, do mandato anterior.
Ora existindo na Freguesia um espaço com todas as condições para a implementação de um parque escolar (os terrenos do denominado Bairro dos desalojadoa) doado à CMS no final dos anos 60 do sec. passado para fins sociais, o espaço escolhido para esta nova escola, diminuto, apertado entre prédios, depósitos de água e o mais grave por um depósito de gás, em mau estado de conservação como pode facilmente ser constatado in loco, não foi de facto a melhor opção. (clicar para abrir as imagens)

277 - Serpa minha terra

Nos idos de 70 do século passado comprei para oferecer ao meu pai no dia dos seus anos um livro que muito me tinha emocionado ao ler. Era de: Antunes da Silva, Jornalista e escritor e intitulava-se "O Alentejo é sangue" a páginas 123 há um trecho que diz assim, intitulado:

Em Terras de Serpa
Encontramo-nos na região dos largos espaços, ponteados de lume. Passante a serra, vê-se a Espanha em riscos quase brumosos, e corre ali adiante, alargando os braços como um caminheiro impenitente, o rio Guadiana, manso, a caminho do mar. Este doce rio, que é amigo dos ventos e se embebeda de sol, e se irrita nos dias bárbaros de Inverno, cachoando, atravessa a raia como se fosse um contrabandista disfarçado de cigano. Chega a Serpa já adulto, com boa corrente, mas reprime o curso do seu andamento com a planície.
No local pitoresco do «Pulo do Lobo» o panorama é agreste e ascalvado. Os arvoredos novos erguem-se, abundantes, para as bandas da serra; na vila os prédios, as numerosas igrejas, as chaminés de reminiscências árabes, fazem lembrar um pouco a cidade de Évora, posta mais acima, no coração da província.
No altinho da Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, cercada de tojos e alandroeiros, observa-se uma vista imponente: a terra mandando recados ao céu, na linguagem macia da solidão. Em baixo da igrejinha branca, por baixo de três léguas de comprimento desdobram-se os famosos barros de Serpa, fortes e dadivosos, a caminho da fronteira, rendados de riquíssimos olivedos até às encostas da serra, onde o terreno é mais pobre e remendado. Na parte sul, correndo em direcção a Beja, Mértola e Ervidel, vê-se uma das parcelas da imensa planície alentejana, lugar das grandes lavouras vivendo à torreira do sol, nos dias ainda escaldantes deste princípio de Outono, onde nem as flores vicejam, a não ser a brava esteva. Ao fim, é o horizonte nevoento das montanhas algarvias e em dias claros de Primavera avista-se Vila Real de Santo António e a mancha imprecisa do mar-oceano. Tanto assim, que os pescadores algarvios, quando abalam para as fainas da pesca, acenam simbolicamente dos seus barcos com lenços, ou erguendo os braços, para o minúsculo altinho onde fica Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira dos aflitos.
Junto à ermida, existe um hotel-pousada e uma estrada de primeira classe. Aqui vêm, de passagem para Espanha, turistas de todo o lado do globo, que entram na delicada igreja e rezam com fervor, ou ficam cá fora, no adro, os que não são católicos, a sorver o ar puro da altitude, e a subir a um miradouro para desfrutarem o panorama epopeico da terra.
Pelas paredes caiadas de branco há escritos com petições a Nossa Senhora, como por exemplo, estes, de singular candura: Nossa Senhora de Guadalupe, salva o meu pai da morte que é ele quem dá sustento à casa! Ou então: Nossa Senhora de Guadalupe, permite que o meu irmão venha de Timor, para a gente o abraçarmos! E outras inscrições, de simples anúncio de presença: Aqui esteve Manuel Paizinho, há trinta anos nascido na nobre vila de Moura, a pedir paz para Portugal! E esta dos encantos do amor: Aqui esteve Zé Pinto e sua namorada Helena Verdocas, a pedirem a Nossa Senhorasaúde para se casarem.
Olivais de fama com dezenas de anos de idade, e outros que estão nascendo à flor dos barros primorosos, rodeiam Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira dos aflitos, no alto da serra de Serpa.
Furando o silêncio potentoso da noite muçulmana, cantam dois serpenses uma moda em louvor das estrelas. Os seus vultos recortam-se ao longo de uma rua de casas caiadas de branco. Ouvem-se as suas vozes asseadas na calidez da noitaça, roubando poesia às sombras e a pouco e pouco as cantigas sobem de volume, arrastam outras vozes, forma-se um rancho coral de genuínos cantadores de lendas e martírios:

Ó Serpa, pois tu não ouves
Os teus filhos a cantar?
Serpa ouve muito bem, e às janelas assomam cabeças humanas, dando as boas-noites à melodia.
Estamos no coração do Folclore alentejano, nos lugares acolhedores onde se murmuram as canções da saudade e do autêntico amor português à terra e à grei:
Enquanto teus filhos cantam
Tu, Serpa, deves chorar….
Não chora, mas cisma. Serpa é uma vila de casas de muita história. As crianças entoam cantigas ao poial das casas, ou em qualquer recanto da vila. Cantam também os adultos serenas melopeias arrancadas à quietude da terra.
Mulheres embiocadas em lenços de algodão ouvem as estrofes dos seus homens e acompanham-nos em surdina. Desde Ficalho, ao rés da raia, até à linda vila de Moura, Pias, Santo Aleixo da Restauração, Castro Verde, Amareleja e Aldeia Nova de São Bento, os camponeses cantam o seu destino vário, em versos de esperança e de angustia, de alegria e tristeza, cantam por vocação e por necessidade.
Às quatro da manhã, ainda não tinha rompido a bela aurora, uma voz perdida inicia um canto mavioso:
Já lá vai a nau prás Indias
Já lá vão os navegantes…
É um poema de harmonia a música desta moda. No silêncio perfeito da madrugada responde o rancho de almocreves, em companhia de duas puras vozes femininas:

Choram as mães pelos filhos
E os filhos pelas amantes….
Quebra o enguiço do calor, que toda a tarde durou, o bruxedo das cantigas. Dá vontade de chorar e de sorrir, ao mesmo tempo. O cante alentejano ouvido pela telefonia perde, porém, quase toda a sua grandeza épica. Aqui, sim, na própria raiz donde a sensibilidade se transfigura e desentranha em vida fulgurante, se evolam para o espaço e entram direitinhos no coração do povo os castos versos do amor e da saudade:

Dei um ai entre dois montes
Responderam-me as montanhas
Ai de mim que já não posso
Sofrer de ânsias tamanhas…

Terras de Serpa ao luar! Serpa bebendo água nas lágrimas cetinosas so rio Guadiana! Serpa dos restolhos e dos olivedos, Serpa das grandes lavouras, das rimas inesperadas e dos poetas – que vais cantar amanhã?
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Havia já uns anos que tanto eu como minha irmã tinha-mos saído de Serpa, à que regressávamos pelo menos 3 vezes por ano. Em mim as saudades ainda apertavam e no calor da emoção respondi assim, à pergunta feita no livro pelo escritor:

Como pode cantar Serpa
Amanhã ou noutro dia
Se os seus filhos vão para longe
E com eles a alegria!

Ao terminar de ler o meu pai agarrou-se a mim e ambos choramos, eu porque sentia de facto a quadra que escrevera, meu pai porque sentia na pele a ausência das suas filhas, ambas a trabalhar em Lisboa. Nunca mais me esqueci dos olhos do meu pai cheios de lágrimas e depois da sua morte trouxe para minha casa o livro que até hoje me acompanha.
Hoje ao transcrever aqui estas belas páginas é na intenção de as dedicar aos meus amigos: Xica que me vai mandando fotos da “minha Serpa”, Manuel Gudelha, porque sei ser este um dos seus livros preferidos e ao meu amigo Shark, que adoptou Serpa como sua terra, tanto bem lhe
quer.
É assim que hoje me sinto, nostalgica, depois de ter feito ontem, uma visita rápida a Serpa.

276 - A vulnerabilidade sismica, a reabilitação urbana e as vendas que o (des)governo do PS quer, compulsivas

Na realidade concordo com uma vigilância apertada tanto no que toca a segurança na construção dos edifícios que crescem que nem cogumelos, como também a fiscalização de aberrações como a da figura ao lado, e que as há um pouco por toda a parte.
Todos já ouvimos falar da má qualidade dos materiais utilizados, visando tão só o lucro para os bolsos dos construtores, mais preocupados consigo próprios que com a segurança, tanto dos operários de construção civil, como depois da obra feita, com aqueles que um dia irão habitar esses prédios cujos andares pagam a peso de oiro.
De facto há casos "casas" em que só a demolição e nova construção, pode já ser a solução, às vezes até por alguma incúria de quem lá habitou anos e anos sem um melhoramento fazer - às vezes nem pinturas interiores - porém e toda a gente sabe, que da parte do património do Estado, a coisa não está melhor. Basta ver as fotos do site onde estão, colocadas à venda várias fracções património do Estado, portanto de todos nós e a miserável situação em que se encontram, (como a que ilustra este nosso trabalho, sita na Rua Silva Carvalho, em Lisboa) não obstante os preços de venda que lhes são atribuídos, mas isto é outra conversa.
De há uns anos para cá (aliás desde que Manuela Ferreira Leite desatou a vender Património do Estado) que é um deus nos acuda, qualquer dia nem há Património nem há Estado "eles" vendem tudo... Só gostava de saber para onde raio vai esse dinheiro.
O sr Ministro e o Sr. Secretário de Estado ao afirmarem que: - “Não haverá qualquer inconstitucionalidade neste diploma. O Governo não cometeria um erro tão crasso” - poderão estar a cometer um erro maior de imoralidade.
De mais a mais quando afirmam que as vendas ou arrendamentos forçados: “não se aplicarão a todas as áreas de reabilitação urbana”
Então há uns mais iguais que outros ou querem visar uns e proteger outros?!
Toda a gente sabe que, se há senhorios cujos proventos de rendas são mais do que imorais, outros há porém que, por muito que queiram fazer obras, só para desalojar os arrendatários terão de pagar primeiro, indemnizações, (isto mesmo tendo em conta que não serão muito altas e eu conheço quem pague de renda 2,50 euros) indemnizações que não podem comportar quando mesmo possuidores de um bem, não tem dinheiro (pelos motivos apontados) para as obras a efectuar.
Não tenho dúvidas que serão estes os visados.
Vender um espaço, em que a avaliação é feita apenas sobre área de terreno e face à especulação dos nossos dias em que a compra querem ao preço da uva mijona, para depois os lucros serem de 1000%, mais vale estar quieto, digo eu não sei…
Vem então agora este Governo, com a solução da venda forçada que segundo refere “o bem é posto em hasta pública”. Ora sabendo-se da corrupção e dos cartéis que há nestas coisas, a licitação pode até ser abaixo do valor real do terreno, basta que para isso não se licite mais do que o valor mínimo decidido pelo Tribunal. Digam-me é justo?

275 - Ainda o encontro daqueles que insistem num caminho de mudança

Foto "roubada" do Blogue "Ai Portugal Portugal" do CNR, que nunca poderia ser feita por mim porque figuro nela. Assim agradeço a este camarada a amavel cedência "forçada".

274 - E no final...

...no final o nosso amigo "Cantigueiro" brindou-nos com uma mão cheia de canções, de Adiano Correia de Oliveira, a Ary dos Santos, de António Gedeão a outras de sua autoria, algumas aplaudidas de pé, elevando o cariz cultural deste nosso encontro.
Quase no final ainda tive o prazer de rever e abraçar a "Amigona" e o marido.
Rumei a casa com a firme convicção que não perderei nenhum dos encontros que certamente terão lugar no futuro.

273 - Intervenções

Seguiram-se as intervenções de alguns Bloguers, (aqui representados por, José Casanova e Pedro Penilo), escutadas atentamente pelos presentes. Amiga Xica, transmiti a tua mensagem aos presentes.

272 - O Almoço

O almoço propriamente dito, preparado pelos camaradas da Comissão de Freguesia da Costa da Caparica, estava espectacular (os meus parabéns aos cozinheiros) mas a camaradagem a troca de experiências, a força nas mesmas convicções e na luta por um mesmo ideal e que motivou este encontro esteve sempre presente.

271 - A chegada

Depois de 2 ou 3 perguntas sobre a localização facilmente chego à Rua onde fica o Centro de Trabalho do PCP, na Costa Caparica, em que teria lugar o almoço/convivio organizado pelo, "Cheira-me a Revolução" - "1º Encontro Blogosférico no Caminho da Mudança"
À porta, e enquanto se aguardava a hora do almoço, iam-se fazendo as apresentações, sabendo quem é quem titulos dos blogues e nomes dos seus subscritores.
Se alguém alheio a esta forma de ser comunista acharia estranho como é que um grupo de pessoas vindo das mais diversos pontos do país, em menos de 5 minutos pareciam já conhecer-se, pessoalmente de há longos anos, dada a forma franca do desenrolar das conversas.

270 - 1º Encontro blogosférico "No caminho da Mudança"

A fim de participar no primeiro encontro blogosférico dos Bloguers Comunistas, rumo à Costa da Caparica, deixando para trás a Praça de Espanha e uma chuvinha miuda. No horizonte um céu carregado de nuvens mas a perspectiva de uma tarde em cheio na companha de camaradas e amigos.
















269 - E ainda dizem que o tempo não volta atrás!

Funcionárias da loja do Cidadão proibidas de usar mini-saia
Julgava eu que já nada me surpreendia vindo do actual (des)governo e eis senão quando, fico embasbacada com a noticia saída nos "Jornal Público" cujo titulo é o que acima se transcreve e no "Correio da Manhã".
Noticia que teria alguma piada se publicada há nove dias atrás:
Pensei então onde é que eu tinha proibições semelhantes retidas na minha memória?
Não precisei procurar muito foi apenas voltar para trás no tempo. Ora façam o favor de ler e comparar. Depois digam-me se, em vésperas de aniversário, esta medida não foi propositadamente, para me darem a possibilidade de voltar aos tempos da minha juventude!
Vejam só: (Clique para abrir)



266 - Falta de respeito pelos utentes da linha de Sintra

Ou a Odisseia para chegar a casa!
Hoje dia 6 de Abril de 2009 - Saio do trabalho por volta das 18,20h, pelas 18,47h estou na estação de Entre-Campos, subo as escadas ao som da voz off anunciando, (não necessariamente com estas palavras):
Senhores passageiros o combóio CP-Lisboa procedente da estação do Oriente com destino a Mira-Sintra/Meleças que deveria entrar na linha número um, encontra-se com 17m de atrazo; 5 minutos depois a mesma lenga-lenga mas agora informando que serão uns 47 minutos de atrazo; mais cinco minutos e já será de 27 minutos o atrazo, mais um pouco e passa para uns 23minutos enfim... às tantas fartei-me. Saí da gare com destino à outra estação da linha de Sintra: Rossio.
Lá chegada, deparo com um cenário ainda pior: O combóio marcado para as 19,11h encontrava-se na linha, superlotado. Eram 19,31h! O que faço? Bom, vamos ver se encontro um lugarzinho, em pé evidentemente. Na segunda carruagem encontrei e por isso entrei.
Às 19,33h o combóio arranca mas, ao que me disseram desde as 17,30h que havia problemas na linha.
Esqueço de contar que, na Estação do Rossio está a ser testada a nova modalidade de acesso às plataformas de embarque que não foi interrompida mesmo com a situação caótica que se apresenta.
Chegamos, após alguns soluços pelo meio, à estação da Amadora, são 20,09h, entretanto as portas do combóio abrem e fecham, trazendo de cada vez que fecham, a esperança de que o combóio começe a rolar nos carris.
Falso alarme, muito falso alarme. Informações sobre o que está a contecer ou a que horas poderá o combóio continuar a marcha, está quieto nicles batatóides, (como diria o meu neto).
Às 20, 46 chego a Queluz-Belas e não aguento mais (foram 3 horas em pé) saio do combóio, pois aqui posso apanhar um autocarro para casa, o que acontece às 21,05h.
Ao passar na estação de Monte Abraão, lá esta ele (o combóio de sintra) em mais um compasso de espera.
A fila nos taxis é enorme pois aquele hora os autocarros da LT ou são de hora a hora, ou pura e simplesmente já não há como é o caso do 149 para Mira-Sintra, cujo último passa naquela estação às 20,20h.
Tudo isto seria irrelevante não fosse o caso de, durante todo este tempo não ter sido dada qualquer explicação aos passageiros e em cada estação os mesmos não terem sido informados do previsivel compasso de espera, dando assim a ilusão a cada toque de fecho de portas, que se iria continuar a viagem.
Os utentes/passageiros da CP não são tratados com a dignidade a que tem direito, não obstante o pagamento do serviço de transporte ser prontamente pago a cada inicio do mês.
Ora não será esta situação um caso para a ASAE actuar?!

265 - É bom meditar

Os 70 anos da Guerra Civil de Espanha

264 - Lei da Paridade

SOU e neste SER, estão incorporados a existência, a consciência, a vontade, a força, a acção e consequentemente todos os direitos e deveres inerentes a todos os Seres Humanos.
SOU, pela igualdade entre homens e mulheres, os quais se complementam. Do meu vocabulário não fazem parte palavras como: classe social, etnia, ou orientação sexual. Do meu vocabulário fazem parte: responsabilidade, igualdade, trabalho, partilha e fraternidade.
Sou pela igualdade na partilha de responsabilidades e deveres cívicos.
Vem tudo isto a propósito, de estar em completo desacordo com essa “invenção” do partido socialista ou seja a tal da lei da paridade, que estes senhores querem impor.
Não duvido da inteligência e capacidade das mulheres portuguesas para o exercício do poder político, discordo porém do exercício politico por imposição legislativa.
Vem isto a propósito dos cartazes/anúncios institucionais, propagados por essa Lisboa, tendo como base a figura alegórica da Republica e os dizeres “As mulheres fazem a Democracia melhor” logo seguida de “A diferença faz a igualdade”
1º. - Gostaria que alguém (o autor do anúncio por exemplo) me explicasse como é que as mulheres fazem a democracia melhor? Dão-lhe miminhos, beijinhos etc.?
2º. - Já na segunda frase qual a diferença a que se refere? Diferença em quê? Diferença do quê? Diferente porquê?
Tenho VERGONHA e sublinho VERGONHA de quem assim exibe o seu conceito de Democracia.

260 - Manifestação 13 de Março


Sem palavras, ou melhor, duas palavras 200.000

DUZENTOS MIL

259 - Carta aberta ao Presidente do Conselho Directivo da CGA

ou
As cunhas na passagem à aposentação.
A Caixa Geral de Aposentações conta com a colaboração dos seus utentes para a melhoria da qualidade dos serviços que presta, devendo, nos contactos com a CGA, indicar sempre:
Nome completo;
Número de Subscritor ou Pensionista, conforme o caso;
Dando cumprimento a este pedido passo a colaborar, enviando uma sugestão, para melhoria daqueles serviços, (e não estou aqui a incluir aqueles que recebem ordens para o efeito) expondo o seguinte:
Funcionária de nomeação definitiva, (sim que eu não assinei qualquer outro contrato com o Estado para além do Termo de Posse) subscritora da CGA nº. 557657, desde 2/12/1974, beneficiária da Segurança Social, para onde também efectuei descontos, decidi em 15 de Dezembro de 2008, solicitar a minha aposentação.
Com o meu processo, seguiram mais 3 processos de outros tantos colegas para a CGA.
Ora bem dois foram despachados (em tempo recorde) um em Janeiro outro em Fevereiro do corrente ano! Eu e um outro colega continuamos à espera!
Num telefonema efectuado para a dita CGA, solicitanto informação sobre o andamento do processo, informação a que tenho direito por lei, foi-me dito após alguma insistência de que estava para conferir mas que ainda era cedo e o tempo de espera era normal.
Eu sei! Sei até de casos em que a espera é de 6, 7 ou mais meses, então porque há processos despachados em menos de um mês?
Só se pode concluir (para não afirmar mesmo) que os processos são resolvidos conforme a cunha que se tenha.
Sr. Presidente, é tempo de acabar com essa situação e não falo só por mim, mas por todos aqueles que esperam (sentados) enquanto outros cavalgam de um dia para o outro, apenas porque tem gente influente que mete cunhas para apressar os despachos.

258 - Politiquices ou a falta de respeito pela população

Como moradora no Bairro 1º de Maio, não posso deixar de demonstrar a minha indignação pelas declarações da sr. presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, publicada no Jornal da Região de Sintra. (clicar para abrir e ler)
É engraçado que sendo o Bairro 1º de Maio, "a menina dos olhos" da srª presidente da Junta, quando se apróximam as eleições, a mesma senhora faça declarações como esta, à Agência Lusa, sem respeito pelos moradores do Bairro, como se todas as pessoas que ali vivem fossem diferentes dos que vivem noutros locais, como por exemplo no local onde a dita senhora mora.
Será que os problemas ocorridos noutras escolas também são responsabilidade deste Bairro? Se a escola está em estado de degradação, serão os moradores do Bairro, que vão para lá fazer estragos? Será que também é responsabilidade do Bairro, as ratazanas e as cobras, que por lá aparecem? Ou serão estas situações um reflexo social da forma como é gerida a Freguesia e os seus equipamentos?
Por outro lado, o que se espera da actual politica do ensino, com escolas superlotadas, (como a escola Ruy Belo) com os professores a serem destituidos da sua autoridade escolar, e tudo o mais que, desde há uns anos a esta parte, vem contribuindo para a degradação do ensino e dos valores educacionais?

255 - Recebi por email

As férias de sonho dos Portugueses em 2009, devido à crise vao ser passadas assim:

254 - Pela defesa do espaço público

No próximo sábado, dia 7 de Março, e na sequência das conclusões resultantes da participação civica da população, na reunião do passado dia 27 de Fevereiro, a CDU, leva a efeito na Freguesia de Monte Abraão, junto ao local onde se realiza a feira semanal, uma recolha de assinaturas, "ABAIXO ASSINADO" cujo teor é o que abaixo se publica. PARTICIPE.(clicar para abrir)

252 - Arsenal caseiro

Ora imaginemos a seguinte situação: Um pacato cidadão, (que não faz mal a uma mosca para além da prática da caça desportiva) tem um gosto enorme por coleccionismo.
Este pacato cidadão, caçador
desportivo, gosta mesmo de coleccionar armas. Armas de todos os tipos.
Aliás, como bom caçador em tempos de lazer, tem, porque a Lei lho permite, um número ilimitado de espingardas: de pressão de ar, de cartuxos para utilização na caça, de tiro ao vôo, tiro aos pratos, armas de defesa pessoal, de tiro simples, de ferrolho, mecanismo de corrediça, semi automática, de canos duplos paralelos ou de canos duplos sobrepostos e claro, as respectivas munições.
Como gosta de armas, tem ainda uma série de: fusillis, pistolas, revolver e claro as respectivas munições. Tudo legal.
Um dia assaltam-lhe a casa e, este pequeno/grande arsenal vai parar a mãos menos habituadas a coleccionismo e mais à sua utilização em desacatos, assaltos à mão armada etc. (fiquemos por aqui que o quadro já é bem negro).
Pois bem pergunto eu, que gosto muito de fazer perguntas: O que será que o governo pretente, com esta distribuição legal de armas ao legislar sobre a possibilidade de um cidadão poder ter em seu poder um número ilimitado de armas ?!?!?!?!?!
(Ver “Jornal de Noticias” de 26.02.2009 sobre a proposta do PS na Subcomissão Parlamentar de Administração Interna)

251 - Voltámos ao séc. XIX quando os indigentes eram condenados e levados à força para os albergues?!

A história é recorrente como aquela contada no Romance Les Misérables de Victor Hugo sobre um tal de Jean Valjean, órfão de pai e mãe, que um dia, quando não há trabalho, dinheiro ou comida, rouba um pão numa padaria. É preso e no tribunal de Faverolles, França, é condenado a passar cinco anos na prisão.
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Vem isto a propósito da noticia saída hoje no "Jornal de Noticias" que relata ter sido preso em Espanha um mendigo por ter roubado metade! Metade de um pão!
O Tribunal de Barcelona terá condenado o mendigo a um ano de prisão, baseado no facto de o roubo ter sido praticado com recurso à violência.
Intrigada, procurei saber que tipo de arma teria sido usada, pois bem espantem-se meus amigos a arma foi a sua própria voz, gritando em francês o seu desespero.
O Meritíssimo Juiz considerou estes gritos como prova de violência e condenou-o a um ano de prisão, e ainda assim porque o pão custa menos de 400,00 € caso contrário ninguém lhe tirava 4 ou 5 anos de prisão.
Assim vai a justiça dos grandes deste mundo!
Aos mais pobres a prisão em vez de: Trabalho, pão, paz, saúde e Habitação

250 - Parquimetros em Monte Abraão

A CDU vai promover no próximo dia 27 de Fevereiro, na escola nº. 1 de Queluz, sita na Rua Garcia de Resende, em Monte Abraão, um encontro com a população desta Freguesia acerca do Projecto de Estacionamento Limitado e Parquímetros para a Freguesia de Monte Abraão.
Os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia de Monte Abraão, consideram que não é admissível que se tente mais uma vez onerar a vida dos habitantes desta Freguesia.
A proposta presentemente em discução pública não irá resolver o problema de transito por todos nós conhecido e ira agravar as condições de estacionamentos, para os residentes diminuindo as áreas em que os habitantes da Freguesia podem estacionar de forma gratuita. Abaixo transcreve-se o documento em questão.
Participe .
Regulamento Específico do Estacionamento de Duração Limitada na Zona de Monte Abraão no Município de Sintra
Artigo 1.º
Objecto
O presente Regulamento Específico disciplina o estacionamento de duração limitada na Zona de Monte Abraão no Município de Sintra.
Artigo 2.º
Extensão normativa

1 — A disciplina identificada no artigo anterior complementa, sem o contrariar, nos termos do seu artigo 3.º, o Regulamento Geral do Estacionamento de Duração Limitada e de Fiscalização do Estacionamento no Município de Sintra.
2 — A regulação do estacionamento e da paragem e respectivas infracções e sanções e do estacionamento indevido ou abusivo e suas consequências, a que estão sujeitos os estacionamentos e as paragens em todas as áreas e eixos viários sob responsabilidade do Município de Sintra consta, conforme o n.º 2 do seu artigo 1.º, do Regulamento Geral do Estacionamento de Duração Limitada e de Fiscalização do Estacionamento no Município de Sintra, que incorpora, nestas matérias, as normas do Código da Estrada e do Decreto Regulamentar n.º 2-B/2005, de 24 de Março.
Artigo 3.º
Zona de Monte Abraão

Estão sujeitos à disciplina do estacionamento de duração limitada na Zona de Monte Abraão, referido no artigo 1.º, conforme planta constante do anexo I ao presente Regulamento Específico:
a) A Rua Cristino Silva;
b) A Praceta Domingos Sequeira;
c) A Praceta Guerra Junqueiro;
d) A Rua Pero Longo;
e) A Praceta Henrique Pousão;
f) A Praceta Simões d’ Almeida Júnior;
g) A Avenida Soldado Joaquim;
h) A Avenida Luís de Camões;
i) A Praceta 25 de Janeiro;
j) A Praceta do Refúgio da Criança;
k) A Praceta Garcia de Resende;
l) A Rua Dom António Ribeiro;
m) A Praceta Abraão;
n) O Beco Eugénio de Castro;
o) A Praceta Luís de Camões;
p) A Praceta António Sérgio;
q) O Largo 25 de Abril;
r) A Rua Professor Doutor Virgílio Machado;
s) A Rua Alves de Sousa;
t) A Praceta Primeiro de Maio;
u) A Rua Doutor António Correia de Sá;
v) A Rua de António Patrício.
Artigo 4.º
Bolsas de estacionamento

Considerando o artigo 10.º do Regulamento Geral do Estacionamento de Duração Limitada e de Fiscalização do Estacionamento no Município de Sintra, na Zona de Monte Abraão existem as seguintes bolsas de estacionamento, conforme planta constante do anexo I ao presente Regulamento Específico:
a) Bolsas de alta rotação;
b) Bolsas de residentes;
c) Bolsas mistas.
Artigo 5.º
Períodos de limitação de estacionamento

1 — Considerando os artigos 5.º e 6.º, n.º 1, do Regulamento Geral do Estacionamento de Duração Limitada e de Fiscalização do Estacionamento no Município de Sintra, a duração limitada do estacionamento na Zona de Monte Abraão vigora, nas bolsas de alta rotação e nas bolsas mistas, entre as 8,00 horas e as 19,00 horas, nos dias úteis, e entre as 8,00 horas e as 13,00 horas, aos sábados, ficando nestes períodos o estacionamento ou a paragem sujeitos ao pagamento das taxas referidas no artigo 7.º
2 — Fora dos períodos diários de limitação de estacionamento fixados no número anterior, o estacionamento é livre, incluindo nas bolsas de residentes.
3 — Os titulares do cartão de residente podem estacionar nas bolsas de alta rotação, mediante a simples utilização correcta deste cartão, até às 10,00 horas e depois das 18,00 horas de cada dia.
Artigo 6.º
Limite de duração do estacionamento
Cada utilização do estacionamento de duração limitada na Zona de Monte Abraão durante os períodos diários de limitação de estacionamento fixados no artigo anterior não pode exceder o limite máximo de quatro horas.
Artigo 7.º
Tarifário

As taxas devidas pelo estacionamento ou pela paragem durante os períodos diários de limitação de estacionamento fixados no artigo 5.º são as constantes do anexo II ao presente Regulamento Específico.
Artigo 8.º
Entrada em vigor
O presente Regulamento Específico entra em vigor 30 dias após a data da sua publicação.
Aprovado pela Assembleia Municipal de Sintra, em sessão ordinária de ......./......../........
ANEXO I
Legenda nas respectivas cores:
Laranja: Lugares
Azul: Lugares para residentes
Verde: Lugares mistos
Cinza: Lugares reservados
ANEXO II
Tarifário do Estacionamento de Duração Limitada na Zona de Monte Abraão do Município de Sintra
1 — As Tarifas para Bolsas de Alta Rotação e Bolsas Mistas estão presentes na tabela abaixo.
Bolsas de Alta Rotação e Bolsas Mistas Valor (em euros)
15 min ................................... 0,20 €
30 min ...................................0,30 €
1 hora ...................................... 0,40 €
1 hora e 30 min ...................... 0,60 €
2 horas...................................... 0,90 €
2 horas e 30 min ......................1,10 €
3 horas ......................................1,50 €
4 horas ..................................... 2,20 €
Máximo diário ....................... 4,50 €
2 — As Tarifas para Cartão de Residente estão presentes na tabela abaixo. Estes valores são devidos anualmente.
Cartão de Residente Valor (em euros)
1.º Cartão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,00
2.º Cartão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 25,00
3.º Cartão . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 200,00

249 - Contribuição para a promoção do ensino e cultura geral em Braga

"O sono" tal como "A origem do Mundo"
que confudiu a PSP de Braga, da autoria de Gustave Courbet, pintor anarquista do Séc XIX, encontra-se em exposição no Museu do Petit Palais, em Paris. Obra inspirada nas poesias de Safo, (poetisa grega nascida entre 630 e 612 a.c) e cujos poemas eram, nos idos de 1850, muito lidos em Paris, apesar do puritanismo e da hipocrisia existentes na sociedade da época.
É a celebração com júbilo da beleza do corpo feminino.

248 - A minha homenagem noa 22 anos de saudades do Zeca

247 - Reabertura do Centro de Trabalho de Belas

Teve lugar no passado dia 21 de Fevereiro, sábado a inauguração da reabertura do Centro de Trabalho de Belas, no Concelho de Sintra. Seguiu-se um almoço nas instalações do antigo cinema daquela Freguesia. O espaço foi à justa para os cerca de duas centenas de militantes que acorreram àquelas instalações, um são convivo de pessoas com valores e aspirações convergentes em luta por um Portugal melhor. Antes da intervenção do Secretário Geral do Partido , o Grupo Coral Alentejano, "Os Populares do Cacém" brindaram-nos com o cante de algumas modas alentejanas, entre as quais a que eu considero ser uma das mais inspiradas: "O Hino ao Mineiro" confesso que me emocionei.
O Camarada responsável pelo Centro de Trabalho, usou da palavra seguido de Jerónimo de Sousa, que falou das condições em que se encontra o país, das injustiças, do desemprego, das falsas promessas do governo, por fim apelou ao trabalho colectivo e ao reforço do partido reafirmando as palavras de ordem: Basta de injustiças, SIM É POSSIVEL uma vida melhor !

Mais força ao PCP

246 - Ainda o Carnaval

Por muito que se festeje o Carnaval por terras Lusas, o certo é que o Carnaval caracteristicamente português praticamente não existe, mesmo que se insista em fazer a destrinça a verdade é que os festejos são cada vez mais um subproduto brasileiro.
Lembro os anos 50 quando o Carnaval ainda não era tão dirigido para o turismo, até as pequenas terras da provincia tinham os seus festejos bem portugueses, bem caracteristicos.
Em Serpa, eram as danças, que tomavam conta das ruas. Homens e rapazes mais fuliões em que uns se vestiam de mulher, andavam pelas ruas cantando e dançando.
A musica era quase sempre a mesma, porém as letras das cantigas retratavam com ironia, os acontecimentos que tinham tido lugar durante o ano anterior.

245 - O carnaval e a justiça a pedido!!!

Pois é, senão vejamos: No carnaval da cidade de Torres Vedras, o celebérrimo Magalhães que deveria entrar no cortejo, continha no dizer de um torriense, figuras nuas ou menos próprias?! figuras pronográficas, que originaram da parte do dito senhor uma queixa, imediatamente satisfeita com a proibição da exibição por parte da delegada do MP, que afinal nem sequer se deu ao trabalho de verificar "in loco" se era verdade.
Horas depois de acordo com as noticias divulgadas na imprensa e, também a pedido, agora do sr. presidente da camara ?! para que fosse retirada aquela proibição, o pedido foi deferido pelo MP.
É caso mesmo para dizer: É carnaval e ninguém leva a mal mas, se que se todas as decisões forem assim, tomadas em cima do joelho, ou a pedido, para que raio serve o Ministério Público?



244 - Recordações

De dois amigos - Ludo Rex e Aragem do Sul - recebi canções de Paco Ibanez, com elas as recordações de há mais de trinta anos.
Também eu tive o privilégio de conhecer Paco Inanez, em Paris, quando lá vivi nos anos 70 mais precisamente em 72/73
Naquela altura Paco cantava num pequeno clube que eu e meu marido frequentavamos.
Uma noite sentou-se na nossa mesa e, ao saber que eu era portuguesa recém chegada a Paris, presenteou-me com uma das suas canções.
Depois, com uma grande simpatia, contou-nos os acontecimentos que se deram em Espanha e como chegou a Paris.
Embora eu tivesse conhecimento de alguns factos, havia muita coisa que desconhecia.
Foi uma noite inesquecivel

243 - Recordações