172 - Espaço Internacional

Neste espaço visitei amigos de outros paises:
COLÔMBIA E A SUA JUVENTUDE
ESPANHA
CATALUNHA
ALEMANHA


PERU
SAHARA OCIDENTAL
PALESTINA






BRASIL
CHILE
CUBA
URUGUAI
TIMOR LESTE

MOÇAMBIQUE
Olhei para o relógio, a hora do encontro Bloguista aproximava-se a passos largos e antes ainda tinha de ir almoçar, porém, ainda passei pelo pavilhão da comunidade Imigrante.

171 - Novidades

Vá vamos lá beber um cafézinho para arranjar forças para o passeio que nos espera. Sim, que o espaço é grande e não posso perder pitada para mostrar à Xica.
Aqui, no pavilhão "Mulher", duas surpresas:Primeiro o encontro com malta amiga que pertence à Conselhia de Sintra e a outra, é que vem aí mais um ou uma Comuna, 3 meses após ter sido concebido já está a "trabalhar" na Festa. Parabéns amiga e muitas felicidades para ti e para o teu Bébé.

170 - A chegada

Todos convergem para a entrada e já se ouve a animação.
Só consigo fotografar estes Comunas de costas, eles vão à minha frente e nem olham para trás.

Na primeira rua de acesso ao centro da Festa, mais Comunas, ou se não são todos, pelo menos são simpatizantes, também haverá alguns que vem comprovar as palavras que Miguel Esteves Cardoso, escreveu o ano passado e que podem ler-se aqui.

169 - Foros da Amora

O autocarro que estava na paragem depressa se encheu e eu achei por bem esperar pelo próximo, que já apontava ao inicio da rua.
novos e menos novos, imbuídos do mesmo espirito e as conversas continuam.
Lembrei-me de um comentário sarcástico do "Cantigueiro", num dos meus artigos, quando do almoço comemorativo do 25 de Abril: (Jovens? Quais jovens? Mas afinal há jovens no PCP? Ele há cada surpresa!... :)

168 - P'rá Festa

Através dos vidros do combóio podia ver-se o céu carregado de nuvéns porém, dentro da carruagem a animação já tomava conta dos passageiros, uns comentavam a noite anterior, outros memórias de outras Festas e um grupo mesmo atrás de mim as noticias acerca do Parque Mayer.
E eu a não querer perder pitada, nem da conversa nem da minha tarefa de reporter e assim registei esta água verde do Tejo, de dia de temporal.

167 - 1ª parte da reportagem dedicada à Xica

A Festa tinha começado na sexta feira, um dia chuvoso e que bem poderia estragar a animação. Mas qual quê, se os Comunistas não receiam outras borrascas não é uma chuvazinha à toa que vai estragar o que com tanto trabalho e carinho se preparou. Eu não estive presente nesse dia porque estive a trabalhar, mas contou-me quem esteve presente que ninguém arredou pé nem no discurso político de abertura, nem no concerto e tudo decorreu como se a noite fosse uma bela noite de verão. É certo que os campistas sofreram, mas quase todos jovens, um pouco de chuva até ajuda à Festa.
No sábado de manhã foi a minha vez. Saí cedinho de casa. A primeira etapa onde comecei a ver sinais da Festa foi na estação de Campolide, porta aberta ao sul para quem vai destes lados para a zona do Seixal. Aos poucos e poucos chegam grupos que compram bilhetes para Foros de Amora, estação de chegada para acesso aos autocarros que dalí partem direitinhos à Ataláia.

166 - A Festa do Avante

Este é o pensamento Comunista, este é o espirito da Festa e a Festa do Avante traduz bem esta realidade.
Hoje já é tarde mas amanhã dar-vos-ei conta do que vi e vivi na Quinta da Atalaia.

165 - A outra forma de orgulho... Vaidosa!!!!!!!!

Olhem-me só p´ro que esta lhe havia de dar.
Esta, quer dizer, aquela que mora no espelho do meu guarda vestidos!
Diz que hoje andou a mexer em gavetas e gavetões, que achou esta foto de quando tinha 14 anos e que eu tinha que a publicar no blogue. Resisti quanto me foi possivel mas ela foi persistente, convincente e eu cedi.
Na foto, tirada num concurso de vestidos de chita (já poucos sabem o que é isso) pode ler-se a data de, 19 de Julho de 1962, Na verdade como manequim só fica a dever às actuais uns centimetros em altura.
Sim porque de resto, até troca as tortas pernas como agora fazem as profissionais das passerelles!

164 - Os Comunas vistos pelos olhos de Miguel Esteves Cardoso

Começa já amanhã

Na ronda pelos blogues dos que, não tenho dúvidas, vão estar e em força, na Praça Central da Quinta da Atalaia, no próximo sábado dia 6 pelas 15,00 horas, aceitei o convinte do amigo "Cantigueiro" para visitar este outro amigo, aqui e aqui e mais aqui. Este amigo, "O Castendo" há muito que faz parte da minha lista de links.

Agora é a minha vez de convidar todos os que aqui chegarem, para a mesma visita, vão divertir-se certamente com a opinião no minimo esclarecedora, do MEC e do que poderão encontrar se forem à festa, não se acanhem que nós somos assim, levamos à casa de cada um, todos os amigos que quizermos e nem precisamos de pedir autorização ou avisar que as portas e os braços, estão abertos para nos receber.

Depois, para quem nunca esteve na festa, fica o convite: Atreva-se a comprovar a opinião de um “reaccionário” (como ele próprio se classifica no texto)

163 - O conceito de raça (sem ser a dos canideos, gatideos ou de outros animais) ainda não desapareceu totalmente!!!!

Monumento à Raça Poiarense
Pasmem-se meus amigos!
Afinal há quem faça alarde da RAÇA e não é só o Presidente da República!
Ao"navegar" na net dei por mero acaso com um blogue onde se podia ler: "O mais recente espaço verde de Poiares é dedicado ao povo poiarense e à sua “raça”, numa homenagem a um povo com uma elevada capacidade de trabalho.
Essa raça está caracterizada no monumento construído no centro da imponente fonte luminosa, que é composta por um lago, com vários jactos de água que se iluminam durante a noite. Além das muitas palmeiras e dos vários espaços relvados, com bancos que convidam a apreciar a beleza do jardim, a fonte tem três géisers, que projectam um jacto de água a alguns metros de altura."
Onde fica esta terra de gente que se afirma desta forma? E lá parto eu à pesquisa. Pois é! É Vila Nova de Poiares.

162 - Antiguidades/Velharias

Quem me conhece sabe da minha paixão por velharias.
É algo que vem de menina, paixão que não sei explicar sei apenas que chego a andar anos à procura de algo, seja um móvel, um prato ou um livro que um dia vi em qualquer lugar e a que fiquei ligada. Há anos que procuro um fruteiro/jarra parecido com o da foto só que, o que eu gostava de ter é todo em vidro transparente com o remate em vez de cor-de-rosa, com barrinhas em azul.
Sei que num dos cenários, de um programa ou novela (já não recordo bem) gravada pela NBP podia ser visto um, exactamente como acima descrevo.
Será que algum visitante deste blogue me ajuda a encontrar o fruteiro que procuro?

160 - Contas feitas = saldo negativo

Então não é que Sócrates se arrisca a conseguir os 150 mil postos de trabalho que prometeu quando da candidatura?
Segundo as suas próprias declarações e até agora 133.000 já foram criados. Só com a PT de Santo Tirso lá estão mais 1200.
Ou eu já estou parva, ou, querem-me fazer ficar. Então eu, não julgava que já se tinham ultrapassado e em muito os prometidos 150.000 postos de trabalho. Admirados?!
Então contem quantos trabalhadores não arranjaram (des)emprego... em casa.
Sim, porque quem é despedido, (então se tiver mais de 40 anos é garantido) só (des)arranja trabalho em casa, tantas tem sido as empresas deslocadas e fechadas mesmo tendo o país, mão de obra mais barata que na China.
Confesso que ao ler a noticia no “24Hora” me lembrei de uma história que o meu avô contava, acerca de um comerciante que havia na minha terra:
Todos os dias, o fulano, ao chegar à taberna se pavoneava de ter feito um bom negócio pois tinha na gaveta vários contos de réis, esquecia-se porém, de subtrair ao amealhado o gasto que tinha feito ao adquir esses mesmos produtos.
Acho que é o mesmo que está acontecendo aos números apresentados pelo 1º Ministro relativamente ao número de desempregados.
O Sr Pinto de Sousa, contabiliza os empregos criados, sem lhe subtrair os milhares de postos de trabalho que deixam de existir ou porque as empresas fecharam ou porque foram deslocadas para outros paises e isto acontece quase todos os dias, basta ler os jornais.
Poderão dizer que na Segurança Social, também se regista a redução dos que recebem subsídio de desemprego. Mas que novidade. Não é porque arranjaram emprego não, o que acontece é que o subsídio de desemprego é pago durante 3 anos, ao fim desse tempo deixa-se de ter direito, então o número dos que recebem vai sendo reduzindo.
É uma forma muito engenhosa e vai dando para baixar as percentagens e atingir números mais positivos.
Apesar de tudo a verdade é que (mesmo com os 63 funcionários públicos que se aposentam diariamente) o poder de compra não tem vindo a ser alterado, cada vez é pior.

157 - O Povo Alentejano



O Povo Alentejano é assim. Sabe rir de si proprio mas tem resposta pronta para quem o quer ridicularizar.

156 - Signos através das Flores, árvores e animais

Conhecendo-me como me conheço praticamente dispenso a consulta. Mas, há sempre um mas, quando me chamam a atenção sobre a coisa, gosto de conferir. Nada como a internet para adquirir mais alguns conhecimentos sobre mim mesma. Foi o que hoje aconteceu ao visitar a "Barraquita" da minha amiga Xica. Pois é, ela chamava a atenção para o conhecimento dos singos através da linguagem das Flores e animais este último designado por: signo Xamânico. Confesso que não conhecia. Então é assim:
Sou carneiro com ascendente em capricórnio no zodiaco; no chinês sou rato, nas árvores sou Arce ; no das flores Gerberia (neste tenho algumas dúvidas) e no tal de Xamânico sou Falcão Vermelho. Maravilha este é o signo que mais diz da minha pessoa:
FALCÃO VERMELHO De 21/03 a 20/04
- A Lua das Árvores em botão
O Falcão é um mensageiro dos insights. (?!)
Adaptáveis e abertas, as pessoas Falcão gostam de liderar, (pois gosto) e podem ser impulsivas (sou e gosto de ser) de vez em quando.
Querem estabelecer a individualidade (na mosca ! ) ao mesmo tempo em que são aceitos pelo grupo. O Falcão é activo, esforçado e impetuoso (bate certo).
Possui uma grande iniciativa, mas pode tomar decisões precipitadas, das quais logo se arrepende. (esta raramente me acontece)
Com muita vivacidade, o Falcão sabe ser extrovertido e audaz. (mas também sei passar despercebida) Entusiasma-se com as novas experiências, mas tem dificuldade para perseverar nas tarefas (admito é tal e qual)
É pioneiro, aventureiro e afável. Sua missão na vida é guiar os outros(não me compete afirmar mas quero acreditar que sim)
No amor, é rápido, fogoso, e muito apaixonado (xxxxxiiiiiiii)
Acende-se com facilidade e quer conseguir o que deseja a todo o custo.(ups descobriram-me o ponto fraco)
Dá-se bem com Salmão e Coruja (!?)
Deve cultivar: Paciência, persistência, compaixão. (mais ainda? ser funcionário público não chega?)
Deve evitar: Vaidade, orgulho e intolerância. (mas evitar p´ra quê e porquê não me dirão?)
Planta: Dente-de-leão (Gosto do chá)
Mineral: Opala
Cor: Verde amarelado (do verde gosto, o amarelo é a minha côr de terapia)
Direção: Nordeste (NÃO. decididamente do ponto em que me encontro gosto mais de ir para sudeste)
Medicina do Falcão: O poder da observação penetrante e da capacidade de agir com decisão e energia. (sou é bocado pitosga!)

155 - Último drama de - shakespeare

O Amuo
Drama em 2 actos
Personagens: Mimi e A. Allgarvio
I Acto
Uma noite maravilhosa de luar daquelas em que só apetece ir para a cama quando o astro-rei deixa perceber que um novo dia se aproxima. Um par romanticamente abraçado, desfrutando da brisa que vem do mar, troca palavras repetidas centenas de vezes:

- Gosto de ti
- Também gosto de ti Mimi
- Somos tão felizes…
De repente uma sombra escurece o seu olhar
- Só é pena que os Açorianos não gostem de ti.
- Não gostam de mim Mimi? Os Portugueses adoram-me!
- Não amor, os Açorianos, mais os que se assentam na AR, do continente não gostam de ti. Até te querem reduzir o poder…
- Querem reduzir o quê o meu poder? Mas como? Não sei de nada!
- Então amor, não aprovaram aquela coisa de só poderes dissolver a ARA depois de ouvires os deputados e o próprio PRA? Se não fazes nada o Adalbero da carpintaria e o Zé-pinóquio vão querer o mesmo.
- Ai é mas… mas os meus conselheiros não sabem que isso não pode ser. Eu sou o PR o mais AMN sou eu que mando.
- Pois é amor, estão todos de conluio, mas se fosse a ti mostrava-lhes quem é que manda.
- Mas como Mimi, como?
- Ora, vais à televisão e pões os pontos nos iiisss!
- Achas? Mas estamos de férias!
- Deixa-lá as férias. Eu para te ver na TV, qual galã dos anos 50 até prescindo das férias. Agora, não vais dizer nada a ninguém, vais apanhá-los todos de surpresa.

II Acto

As televisões portuguesas em polvorosa anunciam: O Sr. PR, faz hoje às 20,00 horas uma importante comunicação ao País, desconhece-se o teor da mensagem. Podemos adiantar no entanto que, para o Sr PR, interromper as férias, algo de muito importante se trata. Estamos apostos para transmitir o relevante discurso.
Abre-se a boca-de-cena que é como quem diz a porta, cara fechada, a coisa é grave pensam os telespectadores, faz-se um silêncio sepulcral.
- “Portugueses, a preocupação que aqui me trás, não é o número crescente do desemprego; Não é a continuação do fecho de fábricas e outras unidades de produção; Não é o endividamento das famílias; Não é o aumento das taxas de juro; Não é o escandaloso aumento do preço dos combustíveis, e dos bens de primeira necessidade; Não é o estado a que chegou a segurança social; Não é a defesa de uma administração pública, que seja mesmo pública; Não é a falta de médicos no SNS, as consequentes listas de espera e o número de Portugueses sem médico de família; Não é defesa de uma agricultura produtiva; Não é … não é… não é.
O que me trás aqui e a conselho da minha Maria é dizer que estou zangado, de mau humor, irritado, contrariado, estou com enguiço, amuado, agastado, enfunado, estou de telha, de pancada na mola com os Açorianos.
Querem-me tirar poderes e depois, como explico ao SIADAP que quero uma classificação de excelente para a mudar de escalão?
Boa noite”
Cai o pano

FIM

154 - O Forte de S. Bruno

O Forte de São Bruno de Caxias, assim designado desde a sua construção por se situar próximo do Convento de Laveiras dos frades cartuxos de São Bruno, localiza-se na confluência da ribeira de Barcarena com o rio Tejo, freguesia de Caxias, Concelho de Oeiras. Foi erguido após a Restauração da Independência, fazendo parte da 1º linha de fortificações marítimas erguidas à época entre o Cabo da Roca e a Torre de Belém, cooperando com o Forte de S. Julião da Barra, na defesa da cidade de Lisboa, assim como os fortes de Nossa Senhora do Vale, sito à sua esquerda, e o de Nossa Senhora de Porto Salvo, sito à sua direita.



De instalações reduzidas (3 salas e WC) e embora tenha em tempos servido de prisão não deve ser confundido com o Forte-Prisão de Caxias onde antes do 25 de Abril se encontravam os presos políticos.



No início do século XX, após obras de adaptação, foi finalmente cedido à Guarda Fiscal, que o ocupou até 1946, quando ali se instalou a Mocidade Portuguesa.
Data deste período a primeira intervenção de conservação e restauro promovida pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN, 1952-1958).
Curiosamente também o Forte de Nossa Senhora de Porto salvo esteve desde 1943 e até 1974 cedido à Legião Portiguesa para a instalação de um pavilhão de regatas de vela.



O Forte de S. Bruno activado e desactivado durante os sec. XVIII e XIX, encontra-se hoje na posse da Liga dos Amigos dos Castelos que ali tem a sua Sede de Honra, tendo comemorado 25 anos, no passado dia 29 de Julho com a inauguração de uma exposição para a qual fui convidada mas onde por razões de ordem familiar não me foi possível estar presente.









De acordo com a wikipedia ensiclopédia livre o Forte de S. Bruno tem as seguintes características:
Pequena fortificação marítima, abaluartada, com planta poligonal estrelada irregular (orgânica), em estilo barroco. Pelo lado de terra, abre-se o portão monumental, de arco pleno sobre pilastras, encimado por placa epigráfica de pedra datada de 1647, com as armas de Portugal. O núcleo central do forte apresenta planta quadrangular, com dependências e duas baterias para tiro rasante pelo lado do mar. Acima das dependências, em terraço lajeado, abre-se a bateria elevada.
Dois baluartes defendem o lado de terra e o portão, apresentando nos vértices guaritas quadrangulares encimadas por cúpulas piramidais.


















153 - Ainda a quinta Real de Caxias











À entrada a placa "Património do Estado" não deixa dúvidas para o que encontramos logo a seguir.








O Palácio com a tipica maneiro portuguesa de secar a roupa ao sol.






A degradação está bem patente nas imagens, e o chapeu de sol com as cadeirinhas de plástico não ajudam nada




Termino como iniciei: Património do Estado ou seja de todos nós, sob administração dos senhores governantes e uma imagem que os visitantes guardarão para sempre.

152 - A Quinta Real de Caxias e o Jardim da Cascata

Quem passe pelo largo frente à estação dos combóios de Caxias, não pode deixar de notar as colunas de pedra dos portões que dão acesso à Quinta Real. Curiosa como sou tratei logo de saber se era possivel vizitá-la ao que me informaram estar aberto ao público apenas o Jardim, já que o palacete está ocupado pelo Estado Maior do Exército.
Mesmo assim achei valer a pena ver o que ali havia e isto porque num olhar mais atento dei conta de uma estrutura escura, mas com algum impacto. Vai daí entrei e perguntei à primeira pessoa que vi se podia ver os jardins e tirar umas fotos. Obtida autorização aqui ficam os registos e o que consegui apurar.

No decurso do Séc. XVIII, foi mandado construir pelo Infante D. Francisco, filho do Rei D. Pedro II e de D. Maria Sofia Neuburg, irmão de D João V, um palácio de veraneio junto ao mar, na zona de Caxias.
As obras foram concluídas por D. Pedro, o futuro Rei 3º de seu nome, já que, D. Francisco, faleceu em 1742, antes da conclusão do palácio.
Como era moda na altura, foram concebidos jardins luxuriantes onde ainda se podem ver belos exemplares de palmeiras e araucárias. As ruas destes jardins, recreio das damas da corte, são bem demarcadas pelos arbustos dispostos em canteiros a lembrar os bonitos Jardins de Versalhes.
Neles se pode admirar, para além dos vários lagos uma monumental cascata, curiosamente encimada por uma garça real. (primeira foto)

Os lagos totalmente secos apresentam hoje horrorosas figuras de cartão, onde antes se encontravam estátuas em terracota, ao que consegui saber da escola de Machado de Castro, também a cascata se encontra infelizmente sem qualquer pinga de água.
Como se pode verificar pelas imagens também os telhados do Palácio estão muito degradados (clicar para abrir foto) assim como os azulejos da parede lateral do edifício adjacente ao Palácio.
Tal como disse no início actualmente aquelas instalações estão sob administração do Estado Maior do Exército pelo que somos privados de efectuar qualquer visita, ao Palácio que segundo consta terá uma magnifica biblioteca. No primeira visita não fotografei porque achei vergonhoso o estado lamentável que se nos apresenta o pátio de entrada com inestéticos chapéus de sol e cadeiras de plástico, mas pensando melhor voltei apenas para fotografar esse local como poderão verificar.





151 - Momentos

Violeta del Carmen Parra Sandoval, mais conhecida por Violeta Parra, (mãe de Ángel Cereceda Parra, também compositor e cantor, um dos detidos em 1973 no Estádio Nacional e no campo de concentração de Chacabuco, após o golpe militar de Pinochet) artista plástica, ceramista, cantora e compositora chilena a ela se ficaram a dever os versos que abaixo transcrevo. Uma cântico à vida e ao amor. Gracias Violeta.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu pátio

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida

150 - Educação amputada!

A curiosidade natural, como é apanágio de todas as crianças, de 4 ou 5 anos, estava bem demonstrada nas várias perguntas que ia fazendo à mãe.
Como era o trabalho dela, onde estava o pai, o que era o Algarve das piscinas, ao que a mãe ia respondendo de forma correcta dando satisfação e espaço para mais perguntas.
Até que, após uma pausa, veio a constatação: mãe tu sabes tudo!
- Não filha, a mãe sabe um bocadinho, ninguém sabe tudo.
- Mãe a professora Rosa, também sabe tudo!
- Não filha, a professora não sabe tudo, sabe mais que os outros, por isso é professora, mas não sabe tudo. Quando fores crescida também vais saber mais do que agora, pois todos os dias se aprende.
E eu sentada no banco da frente do autocarro estava deliciada: sim senhora, ali esta uma mãe que sabia ensinar a filha, sabia prepará-la para a vida demonstrando-lhe uma verdade insofismável.
- Mãe olha, algumas pessoas ainda não tiraram as bandeiras das janelas!
- Claro que não filha, depois do Campeonato Europeu há os jogos Olímpicos, que vão começar agora. E há o hoquei e o ténis e mais modalidades, por isso as pessoas ainda não tiraram as bandeiras das janelas.
Fiquei siderada sem saber se devia intervir ou se pura e simplemente ignorar, sair do autocarro e esquecer o meu erro ao pensar que aquela mãe sabia de facto ... tudo.
Saí, porque percebi que a "sabedoria" da senhora, não chegava para perceber até que ponto estava a deturpar o ensino que até ali tinha sido tão bem encaminhado.
Depois queixamo-nos da iliteracia e do analfabetismo Nacional.

149 - Tarde na praia

Tarde na praia... e alí fiquei deliciada a ouvir o marulhar das ondas e de tal maneira absorta no encanto daquela musica que, quando dei por mim e olhei à volta eram 20,00h e estava quase sozinha na praia, o último casal resistente como eu estava a arrumar as toalhas para sair.
Fiz o mesmo, mas amanhã muito provavelmente lá estarei. Apesar de tudo vale a pena agarrar os bons momentos da vida.

148 - Finalmente as Férias

Dia bonito e de sol aqui pelos lados do meu palacete, mais ainda por ser um dia de liberdade, resolvo pelas 7,30 da manhã dar um salto até à praia.
Aqui perto pois só no ínicio de Agosto rumarei mais a sul. Perfeito os transportes cronometrados em ligação directa como nunca me tinha acontecido.
Chegando lá apresenta-se-me um belo de um nevoeiro que só pelas 10,00 h se foi embora.
Não importa, preciso de me sentir de bem com a natureza depois de 12 meses de corridas para o trabalho. Pelas 11,50h saí da praia que não quero ficar tipo lagosta. Quanto à agua não estava fria mas um pouco violenta para o meu gosto actual.
Hoje não vou fazer nada logo pelas 17,00h vou outra vez mais 2 horitas.
Viva a liberdade.