127 - Fernando Pessoa


(Fernando Pessoa visto por Almada Negreiros)
Ás 15,20h do dia 13 de Junho de 1888, nasce no nº. 4 do Largo de S. Carlos em Lisboa, Fernando António Nogueira Pessoa, que viria a ser considerado um dos maiores poetas portugueses integrador do movimento literário que se designou por modernismo.
Pessoa é um tanto confuso desde logo pela dispersão da sua personalidade por cinco identidades com “percursos de vida” e sentimentos diferentes, entre si.
Embora se considere terem sido concebidos em 1914, os seus heterónimos a verdade é que já em 1894 (com apenas 7 anos) terá criado o seu primeiro heterónimo de nome “Chevalier de Pas”, facto que terá relatado a Adolfo Casais Monteiro, numa carta datada de 1935, em que fala sobre a origem dos heterónimos.
- Ricardo Reis, (natural do Porto 1887) médico e monárquico, poeta do eterno-transitório:
“Breve o dia, breve o ano, breve tudo.
Não tarda, nada seremos
Isto, pensado, me de a mente absorve
Todos mais pensamentos.
O mesmo breve ser da mágoa pesa-me,
Que, inda que mágoa, é vida.
………………………………..
- Alberto Caeiro, (n 15/4/1889) nascido em Lisboa cedo foi viver para o campo. De pouca instrução, ligado à natureza é avesso a todas as manifestações filosóficas descrê da existência metafísica da alma.
Manifesta-se assim em “ O Guardador de rebanhos”

“Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse,
Minha alma é como um pastor
Conhece o vento e o sol.”
…………………………..
- Álvaro de Campos, (natural de Tavira 1890) poeta futurista.
……………………………………………………………
Eia! eia! eia!
Eia electricidade, nervos doentes da Matéria!
Eia telegrafia-sem-fios, simpatia metálica do Inconsciente!
Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!
Eia todo o passado dentro do presente!
Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!
Eia! eia! eia!
…………………………………………….................

- Bernardo Soares, talvez o heterónimo menos conhecido, autor de “O Livro do Desassossego” dividido em trechos numerados, com prefácio de Fernando Pessoa.
De Bernardo Soares o próprio Pessoa diz ser apenas meio heterónimo já que a sua personalidade se identifica com a do seu criador.
O Livro do Desassossego – trecho nº. 13:
Prefiro a prosa ao verso, como modo de arte, por duas razões, das quais a primeira, que é minha, é que não tenho escolha, pois sou incapaz de escrever em verso. A segunda, porém, é de todos, e não é – creio bem – uma sombra ou disfarce da primeira. Vale pois a pena que eu a esfie, porque toca no sentido íntimo de toda a valia da arte.
- Fernando Pessoa, publicou em vários jornais e revistas mas a sua obra ”Mensagem” é publicada em livro ainda em vida do autor (1934) obra a que foi atribuído o prémio “Antero de Quental”
Por ocasião da sua morte os jornais limitaram-se a noticiar que: “desapareceu uma figura singular da Literatura Portuguesa”.
Em “Cadernos de poesia” foram publicados alguns trabalhos ináditos de Fernando Pessoa, e em 1945, Luis de Montalvôr, inicia a publicação das “Obras Completas de Fernando Pessoa” em 11 volumes.
Oficialmente adoptado para o ensino em 1959, o livro "Mensagem" termina com o mais polémico poema:
“Nevoeiro”
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
Morre em 1935 com 47 anos de idade, vítima de uma cólica de fígado. Os seus restos mortais repousam hoje no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
Pessoa visto por Lima de Freitas, no painel de azulejos decorativos que concebeu para a gare da Estação do Rossio.
Inspirou-se o pintor Lima de Freitas, na faceta esotérica do poeta criador de mitos, como Pessoa se descreveu a si próprio, ao centro o Terreiro do Paço com o café Martinho da Arcada, o céu de esferas e estrelas e um número infinito de universos, as suas ligações cabalisticas, o ocultismo, o simbolismo, o misticismo, salientando-se ao centro e em baixo, a figura jacente de Rosenkreutz, criador da Fraternidade Rosa-Cruz.

126 - Junho, mês dos Santos Populares

Há uns anos atrás, mais precisamente em Junho de 1988, fui surpreendida por uma solicitação urgente, da parte de uma pessoa que tinha escrito um artigo sobre os Santos Populares e queria rematá-lo com umas quadras, mas queria originais.
Como sabia do meu jeito para versejar, pediu que as fizesse. Tinha meia hora. Com tão pouco tempo para pensar, sairam as quadras assim:

Em dia de Santo António
Uma prece eu fui rezar
Ao meu Santo Padroeiro
Para um amor encontrar

Recebi um mangerico
Em noite de S. João
E ao saltar uma fogueira
Perdi o meu coração



E no dia de S. Pedro,
Dia de sol e calor,
Vieram os Santos juntinhos
Consagrar o nosso amor.
(Eu)

125 - Festas de Lisboa II - Santos populares

As festas de Lisboa, em que as marchas na Avenida da Liberdade, são o ponto alto nasceram em 1932, a partir de uma ideia Leitão de Barros, realizador de cinema e promotor cultural como resposta a uma encomenda do director do Parque Mayer, Campos Figueira, para criar em Junho desse ano um espectáculo capaz de prender a atenção do povo de Lisboa.
As marchas serão transpostas para a tela no filme “A Canção de Lisboa” de Cottinelli Telmo em 1933, tendo como protagonistas Vasco Santana e Beatriz Costa:

"OLHÓ BALÃO"

Olha o balão, na noite de São João
Para poder dançar bastante com quem tenho à minha espera
Ó-i-ó-ai, pedi licença ao meu Pai, e corri com o meu estudante
Que ficou como uma fera

Ó-i-ó-ai, fui comprar um manjerico
Ó-i-ó-ai, vou daqui pró bailarico
E tenho um gaiato aqui dependurado,
Que é mesmo o retrato do meu namorado

E tenho um gaiato aqui dependurado,
Que é mesmo o retrato do meu namorado
Toca o fungagá, toca o Sol e Dó,
Vamos lá, nesta marcha a um fulambó

Toca o fungagá, toca o Sol e Dó,
Vamos lá, nesta marcha a um fulambó

124 - Festas de Lisboa I - Santos populares

Fernon Martin di Bulhon y Tavera Azeyedo, nasceu em Lisboa em 15 de Agosto de 1195 mudou o nome para António quando em 1220 entrou para a Ordem dos Franciscanos , morreu em Pádua, sob o nome de António em 13 de Agosto de 1231.
Mais conhecido por Santo António, já que foi declarado Santo em 30 de Maio de 1232 (11 meses e 17 dias após a sua morte).
É tido como padroeiro de Lisboa que o é, desde 1934, mas como segundo padroeiro já que o primeiro é S. Vicente, mas essa história ficará para mais tarde. O que agora importa referir é que as tradicionais festas da cidade reúnem duas vertentes uma católica e outra profana sem no entanto se pensar muito nas suas raízes.
Acontece que o dia 21 de Junho marca o solestício de verão altura em que em tempos ancestrais os homens louvavam o Deus Sol e entre cânticos e orações ofereciam os seus sacrifícios às forças da natureza.
Como outras festividades profanas, também estas deram lugar a festividades religiosas tendo-se agregado a estas, os três santos que terão marcado o mês de Junho na liturgia da Igreja Stº. António, S. João e S. Pedro.
S. João primo de Jesus também chamado de “baptista” porque baptizava as pessoas no rio, crê-se ter nascido em 24 de Junho daí ser festejado nesse dia.
S. Pedro, cuja data comemorativa é 29 de Junho, dia do traslado dos seus restos mortais já que a data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas de acordo com a arqueóloga Margherita Guarducci, seria 13 de Outubro de 64 d.C.
Ora cobre-se assim toda a parte final de Junho, com festas de caris religioso ainda que com parte profana, o mês que como acima se disse era marcado pelas festividades do Solesticio de Verão.
Desenhos daqui.

123 - A Raça

José Régio, num dos seus poemas afirmava: “...Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós ...."
Quando estudamos a História do nosso País, tomamos conhecimento que muito antes de existir um território chamado Portugal, aqui viveram povos antigos, os Lígures, Celtas, Iberos, Fenícios, Gregos, Cartagineses, Visigodos, Vândalos, Suevos, Muçulmanos tanto Árabes como berberes, Romanos etc. etc. etc. (não por necessáriamente por esta ordem).
Daí que, corra nas nossas veias, sangue desta mistura de povos. Então, que raio de raça é esta tão arraçada! O que é isso de raça?
Comemoremos o dia de Portugal de Camões (ou melhor da língua Portuguesa) e das Comunidades.
Raça tem os cães, os gatos e os piriquitos.

122 - Os 428 anos da morte de Luiz Vaz de Camões

Tive a sorte de ter tido, no Curso Geral Nocturno, um PROFESSOR, (sim com letra maiúcula) Dr. Lemos, que dava aulas no Colégio Almada Negreiros, onde andei e no Liceu Camões.
Este Professor ensinou-me todo o encantamento da Obra de Luis Vaz de Camões, em especial "Os Lusiadas".
Confesso que a minha admiração por este poeta já era grande mas nunca me tinha passado pela cabeça a sua verdadeira dimensão.
Ao longo dos anos tem-se estudado a simbologia, os mitos, a fauna e a flora, a astronomia a geologia e o mais importante, a matemática em "Os Lusiadas".
Às vezes dou comigo a pensar: Será que este homem detinha verdadeiramente assim tanto conhecimento? ou será apenas o fruto do acaso ou a coincidência das várias perspectivas dos estudos efectuados ao longo dos séculos? Não sei se o Dr Lemos, publicou o livro que andava a escrever sobre Camões e que cheguei a ler ainda em minuta, confesso que gostaria de o ler. Um outro, estudioso, Jorge de Sena, publica em "A estrutura de «Os Lusíadas» e outros estudos camonianos e de poesia peninsular do século XVI" o seu estudo sobre esta temática.
O Homem e o seu conhecimento, mais do que a história que conta, é o que me prende e me faz ler e reler as várias edições que tenho, não só de "Os Lusíadas" como as outras obras que possuo "Teatro e Cartas" e "Lírica"
No Mosteiro dos Jerónimos encontra-se um tumulo evocativo de Luiz Vaz de Camões, digo evocativo porque na realidade é um tumulo vazio. Quando o poeta morreu em, 10 de Junho de 1580 (segundo alguns, numa casa que ostenta o nº. 139, da Calçada de Santana, esquina com o Beco de S. Luiz da Pena, segundo outros no alto da Calçada Nova do Colégio, também perto de Santana), foi enterrado em vala comum, próximo do Convento de Santana, não se sabendo ao certo onde terão sido enterrados os seus restos mortais.
Fotos: Camões em Goa; edição miniatura de "Os Lusíadas" em dois volumes e a estátua jacente de Luiz de Camões no tumulo que se encontra nos Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.

121 - SEM PALAVRAS!!

Foto: NET
O protesto já chega à Igreja

120 - Património da Humanidade

Havia no "meu tempo" uma cantiga, que dizia assim:

A lua é um planeta
Que faz careta
A quem não sabe namorar
Mas se alguém fizer da lua
Coisa sua
Essa luz que vem da lua
Nós teremos de pagar.

Ora acabo de ler que o céu estrelado foi decretado como Património da Humanidade. E eu pergunto: mas o céu estrelado, tal como o Sol, quando nasce não é para todos?
(claro que há outra conotação, para esta mesma afirmação, mas isso são outras contas)
Lembrei-me da tal canção e fiquei preocupada. É que, com os impostos que nos são cada vez mais exigidos, ainda se lembram de inventar um para manter este património.
Porém também reconheci que sou daquelas pessoas que teve o privilégio de viver no campo, ter um céu enorme só para si e, ter quem lhe transmitisse os conhecimentos, (rudimentares é certo), para poder olhar o céu e identificar algumas constelações.
Que saudades eu tenho, quando era pequena e em noites de grande calor, como são muitas noites do verão Alentejano, os meus pais me deixarem dormir no terraço da minha casa sob essa maravilhosa abobada.
Tanto eu como minha irmã passavamos muitas horas acordadas a tentar localizar a "Estrada de Santiago" ou seja a Via Lactea, Orion com o cinto de três estrelas o arco e a flexa, tal qual o descreviam os livros de lendas dos deuses antigos e Iris sua mulher, que tendo subido ao céu ficou situada muito perto do marido, brilhando no firmamento com uma luz invulgar. E as Ursas a Maior e a Menor com a Estrela Polar a indicar-nos o Norte. As Pleiades ou berço das estrelas, que só se conseguem ver se não se olhar directamente para elas, etc. etc. etc.
E no Alentejo, o céu à noite é de um anil maravilhoso.
Na imagem acima podemos ver Vénus ou a estrela da manhã, que aparece no céu ao raiar da aurora antes da chegada do sol.
O aparecimento de Vénus no horizonte marcava também para os camponeses o fim de uma longa noite de trabalho quando da apanha do grão, tarefa que tinha de ser realizada pela fresca, senão caía todo para o chão e também por causa do suco que aquele cereal deita no calor do dia.

119 - O Céu sobre Lisboa

Atravessando a Ponte 25 de Abril, com a cidade a nossos pés e um céu, uma luz, "que só Lisboa tem mesmo em dias de chuva", foi o que me disse um francês sentado a meu lado.
Posted by Picasa

118 - Dia Mundial de Criança II - As crianças são como as flores

Poesia e Flor

Uma rosa de alegria
não pode durar um dia.


Um lírio de haste frágil
precisa de um braço ágil.


Margarida branca ou amarela
— exemplo de vida singela
.

Um cravo não nos embala
só pelo perfume que exala.

Amor-perfeito, nome e flor
lembram um bem superior.

Nem tudo uma flor nos diz
apenas pelo seu matiz.
Cai a tarde, a noite vem
e a flor repousa também.

Veja a flor como é feliz
quando alimenta os colibris
.
Anjos sobrevoaram a natureza
trazendo às flores beleza.

E nesse momento de amor
Deus uniu Poesia e Flor.

(Cleonice Rainho)

117 - Dia Mundial da criança I








É urgente o Amor!

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

(Eugénio de Andrade)

116 - Antes dos pastéis de belem ...

Enquanto na passada sexta feira esperava a abertura da famosa casa dos pasteis de belém (ver nota mais abaixo), fui até ao "Beco do Chão Salgado" para fazer as fotos que aqui publico.
O patíbulo ali erguido leva-nos até 1759, ano e local onde foi morto D. José de Mascarenhas da Silva e Lencastre, 8º. Duque de Aveiro, indiciado no processo dos Távoras, acusado do atentado contra D. José I
A inscrição reza assim: Aqui foram arrasadas e salgadas as casas de José Mascarenhas, exautorado das honras de Duque de Aveiro e outras condemnado por sentença proferida na Suprema Juncta de Inconfidência em 12 de Janeiro de 1759. Justiçado como um dos chefes do bárbaro e execrando desacato que na noite de 3 de Setembro de 1758 se havia cometido contra a real e sagrada pessoa de D. José I. Neste terreno infâme se não poderá edificar em tempo algum.
O final da sentença ao longo dos anos deixou de ser respeitada, diz-se mesmo que começaram a ser ali contruidas casas ainda durante o reinado de Dª. Maria I, (filha de D. José I) porém as escadas de acesso ao patíbulo encontram-se como se vê a servir de lixeira a céu aberto e isto às 8,00 horas da manhã num dia em que se viam alguns turistas no local.

115 - Feira do Livro

Mesmo com as nuvens cinzentas que se desenhavam na tarde ameaçando alguma chuva, fui no dia 29 à Feira do Livro, nos bolsos apenas uns trocos não fosse perder a cabeça. Não resultou as caixas multibanco apelavam a que as fosse utilizar. Apenas comprei 2 livros que não estavam na lista, mas bisbilhotei o suficiente para voltar a fazer as minhas compras lá mais para o final da feira quando os preços forem mais convidativos.
É que fora da feira nas livrarias que normalmente frequento além do preço de feira que agora também praticam, tenho aquele atendimento de cliente assidua.
Estes são os pavilhões da discórdia (que me abstenho de comentar), ou seja do grupo Leya

114 - Passeio a Belém

Não, não foi a Belém da Judeia, nem a Belém do Pará, nem à estação de Belém! Fui ao Centro Cultural, assistir à 5ª. Jornada INA, para Chefias e Quadros da Administrativos.
Antes porém, fui tomar o pequeno almoço à Pastelaria Belém, famosa casa dos pastéis com o mesmo nome e posso dizer que me deliciei, pensando na minha amiga Xica.

Desculpa amiga não é para te fazer inveja mas como sei que gostas aqui vai a foto.

113 - E no entanto o sol está lá

Nuvens negras, carregadas de água que a qualquer momento vai desabar sobre a cidade
Não sabemos em que estação estamos, sabemos que o calendário nos diz que é Maio, mês das flores.
Noutros anos, por esta altura, já o calor apertava e nos fazia procurar refugio nas sombras e nos tecidos leves, este ano porém, S. Pedro, deve estar adormecido ou então perdeu a chave da torneira e não tem canalizador que lha arranje.
No entanto o certo é que o sol está lá por entre as nuvens que não o deixam aparecer.
Ora vejam só como ficou diferente depois de passar pelo "Picassa 2"

112 - O carro do Sr. Ministro

Depois de um dia de trabalho, horas e horas nas paragens dos transportes, prestação de trabalho voluntário numa Associação de Moradores, confesso, que chego a casa a desoras não podendo por isso assistir aos telejornais com as motícias do dia fresquinhas e boas.
O que me vai valendo, são os jornais gratuítos que, cada vez mais nos são oferecidos à entrada para Metro e nas estações dos Combóios os quais leio no decurso da viagem. Assim, só hoje fiquei sabendo, atravez de um desses jornais, do acidente que quase vitimou, (credocruzescanhotoqueohomemnãosofreunada) o Sr. Ministro do Ambiente e a sua Assessora, mas que podia vitimar, podia, não fosse o pronto socorro, do Sr. Secretário de Estado, que seguia na mesma direcção.
Do carro, um modesto (classificado como primeiro topo de gama hibrido do mundo, coisa pouca!) Lexus, nada se sabe e assim decidi solicitar a quem souber, que me informe.
Coitadito do carrito, obrigarem-no a fazer uma viagem interminável para o deserto Alentejano, com toda essa chuva que por aí vai, mas ... o TGV ainda é uma miragem, avião ainda não há para Évora e é o que se há-de fazer?
Sr Ministro, Excelência, para a próxima vá de combóio. Por experiência lhe digo que o intercidades é suficientemente confortával, tem vagão restaurante e tudo para descontrair e mais seguro.
Carros lá dos Japoneses que fazem tudo na fábrica em vez de trabalho manual mais perfeito e duradouro ná!

111 - SIADAP

Abstenho-me de tecer quaisquer comentários, sobre o Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública, (SIADAP).
Recomendo no entanto, a leitura e a reflexão das palavras publicadas por uma amiga.

110 - Olá vizinhos

Nesta coisa de dias comemorativos, eu ando sempre atrasada, mas, ao ler um dos jornais que diariamente são distribuidos na estação dos combóios, dei-me conta de que hoje dia 26 de Maio, se comemora o dia Europeu dos vizinhos!
Assim aqui estou para desejar a todos os vizinhos da minha rua, do meu país e mesmo de toda a Europa, (bem vistas as coisas) assim como aos vizinhos desta rua virtual, um óptimo dia, que passe depressa, venha o fim de semana, para podermos com mais tranquilidade conversar e/ou, dizer mal do vizinho de cima que faz um barulho danado a altas horas, do administrador do condomínio que não vê que falta luz na escada, da vizinha que passeia o cãozinho mas não limpa o passeio do cócó que ele faz, etc. etc. etc.
Mas hoje vamos todos ser amigos. Saudações VIZINHOS

109 - Comunistas

Foto: Xica/Catrina
Palavras: O cheiro da Ilha




EFICÁCIA

Um comunista nunca fala de ódio.
Palavras que não leva para casa:
vingança, violência, lucro, promoção,
destruição, solidão, desprezo, ira.

Por simples eficácia:
nada de peso inútil sobre os ombros.

(Mário Castrim)

108 - Entardecer


Há lá coisa mais bonita que um entardecer assim?
Céu e Mar de um azul intenso, os últimos raios de sol para os lados da Serra de Sintra, do outro lado a Serra da Arrábida a despedir-se no lusco-fusco e na distância, (infelizmente consigo ver a mancha da destruição que as cimenteiras lhe provocam na encosta virada a poente), em frente a desfazer-se na lonjura o promontório do Cabo Espichel, lugar de lendas e pegadas de dinonsaurios.
Imagino quantas histórias teriam para me contar se comigo podessem falar ...

107 - Estamos bem arranjados ... (recebi por mail)

O Primeiro Ministro José Sócrates, convidou o Ministro da Economia e o Ministro das Finanças, para lanchar e conversarem um pouco sobre o Estado da Nação.
Foram a uma pastelaria e no final pediram a conta.
O empregado informou que eram 24,00 €. Como nenhum tivesse tanto dinheiro, (!?) pediram ao empregado que refizesse a conta, para cada um pagar a sua parte.
E o empregado rapidamente refez a conta e disse que calhava 17,00 € a cada um.
Desconfiado da rapidez do empregado o Ministro da Economia, achou melhor ser ele a dividir e o resultado foi:

Desconfiado o Ministro das Finaças achou melhor somar as três parcelas e, puxando da ardósia fez assim:

Porém, o Primeiro Ministro, não contente com os resultados e porque havia estudado muita matemática no seu curso de engenharia, com grandes equações, cálculos e incógnitas, insistiu em tirar a prova real à conta feita pelo Ministro da Economia e então, multiplicou:


Dando-se por satisfeitos pagaram a conta e saíram.

106 - Eurovisão 2008

Croácia, era a minha aposta.
É uma canção com melodia e embora não percebesse nada da letra, gostei da voz, a apresentação foi belissima.
Foi pena não ter ganho.
Da canção vencedora não vou dizer que não gostei mas, nada tinha de especial na minha opinião. Os nossos visinhos espanhóis não mereciam a pontuação que Portugal lhes deu, a canção pode vir a ser um exito, mas, é mais uma canção "pimba", ao gosto espanhol.
Por fim, a canção portuguesa, também nada de especial, embora melhor que muitas que lá apareceram. Merecia talvez, um lugar mais acima na tabela das pontuações mas, jogaram-se muitos foguetes, antes do tempo, como sempre, a apresentadora portuguesa estava tão empolgada que assumia alí mesmo a eleição de Portugal, feita pelos jornalistas presentes. Qual quê! 13ª canção, 13º lugar. Sempre se pode dizer que "foi azar" da Senhora do Mar!
A voz não me pareceu nada de espantar, é uma voz normal, no inicio até pensei que raio de rouquidão seria aquela, o poema é mais uma ladainha, lamechas como sempre, embora com melodia.
Não são canções destas que farão Portugal alguma vez ganhar.

105 - Se os Portugueses se unissem - reflexão

A imagem reproduzida foi publicada aqui, sob o título "Chegou a hora de agir" numa exortação a acções e iniciativas de protesto e reivindicação, para que o Governo assuma as suas responsabilidades, tomando as medidas que se impõem para que os aumentos parem.
O aumento dos combustíveis, segundo consta, deu-se, ao que foi noticiado, mais por culpa da "malta" da Galp, do que por acção do aumento do preço do barril de petróleo.Ora meus senhores isso não é verdade, a malta da Galp, tem lá agora culpas no cartório! Se até o seu presidente não sabia do aumento!
A culpa é do Euro/2008! Então senhores "doentes" da bola querem festa sem pagar? Não pode ser! Isto não vai lá só com bandeirinhas chinesas!
A Galp é um dos patrocinadores do Campeonato, como não pode perder dinheiro vai buscar o patrocinio ao bolso dos incautos consumidores, quer gostem de futebol ou se estejam completamente nas tintas. Está certo, é a lei do mais forte.
A concretizar-se o boicote, dizem os entendidos que a Galp teria um prejuizo de 13 milhões de euros, assim e à cautela à cautela, criaram juizo e deram o dito por não dito.
Agora pergunto: E se os Portugueses se unissem noutros combates e com tanto empenhamento, será que não haveria por parte dos nossos governantes, recuos sistemáticos, nas politicas que só nos prejudicam ? Pensem bem!