93 - As Vozes de Abril - E a segunda parte foi assim




















Cantou e encantou com a sua bonita voz ...
...Samuel o amigo "Cantigueiro"

































José Carlos Ary dos Santos, um poeta maior

92 - As vozes de Abril - Terceira parte

Tem ainda uma voz poderosa o ex-capitão de Abril.







Saudades...
... o som perfeito

A alegria que convidava à dança.


A voz e está tudo dito
Gosto muito desta fotografia pela sobreposição de imagens que sem ter premeditado, aconteceu
A Voz está na mesma um timbre perfeito (vóvó Amparo um dia ainda veremos um trio)
Lindo e cheio de ternura duas vozes a mesma emoção.
O outro Afonso, neste caso o João

91 - As vozes de Abril - Última parte




Senti a falta de Sérgio Godinho...

... e da voz de Mário Viegas



Conheci este Senhor uma noite em Paris.


Um momento de humor
O Alentejo, representado pelos alentejanos imigrantes na Damaia



A apresentar a festa estavam:Júlio Isidro e Sílvia Alberto
Cantando as canções de Abril, por ordem alfabética: Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Carranca, Carlos Mendes, Couple Coffee, Ermelinda Duarte, Erva de Cheiro, Estudantina de Lisboa, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Haja Saúde, Helena Vieira e Coro Infanto-Juvenil, José Barata Moura, José Jorge Letria, José Mário Branco, Lua Extravagante (Vitorino, Janita Salomé, Carlos Salomé, Filipa Pais), Lúcia Moniz, Luís Goes, Luiza Basto e João Fernando, Manuel Freire, Maria do Amparo, Pedro Barroso, Raul Solnado, Samuel, Tino Flores, Waldemar Bastos.
Conheci este senhor muito mais novo, nos idos de 1973 em Paris: Patxi Andion.
Poemas: Joaquim Pessoa, José Fanha, Manuel Alegre, Maria Barroso e Victor de Sousa.
A participação de um italiano que já ganhou fama entre nós: Marco de Camillis.
Também esteve presente o Grupo de "A Barraca" ( Autor e Encenador Hélder Costa).
Não podiam faltar "Os Alentejanos" por acaso residentes na Damaia e “Grupo da Liga de Amigos de S. Domingos” de Sacavém.
E ainda: João Alvarez e Durval Moreirinhas e as Bandas do Exército, Força Aérea, Marinha, que não consegui fotografar.
O Maestro de serviço: Carlos Alberto Moniz..

90 - Vozes de Maio



SONETO DO TRABALHO

Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos e dar dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
à força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas.

Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.

Levanta-te meu Povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol ar
depois quando o povo acorda é sempre cedo.

(José Carlos Ary dos Santos)

89 - Almoço Comemorativo do 25 de Abril


Foi no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Queluz que este ano se ralizou o almoço/convivio, comemorativo do 25 de Abril.



O lugar vago nesta mesa era, claro está, o meu.
O almoço estava óptimo mas foi sobretudo o são convívio e a comunhão de ideias que presidiu a esta reunião.
A mesa que presidiu, era constituida por camaradas mais velhos e pela juventude, demonstrativa que o PCP, está mais forte que nunca e em boas mãos.
Depois do almoço podemos ouvir o camarada Casanova na evocação do que foi o 25 de Abril de 74 e do que deve continuar a ser a luta para os acreditam nos valores da Liberdade.

88 - A Fala dum cravo vermelho

Entre o 25 de Abril e o 1º de Maio para quem defende a LIBERDADE, a SOLIDARIEDADE, o TRABALHO, o PÃO, não esquecendo evidentemente os DEVERES que também temos, são dias de muitas emoções. Vou agora para o almoço comemorativo do 25 de Abril mas não quero deixar de transcrever aqui um poema de Augusto Gil, um poeta nascido em 1873 e que embora tenha falecido em 1929, continua muito actual.
O poema reza assim:
Da braçada de cravos que trouxeste
Quando vieste,
Minha linda,
Há um - o mais vermelho e mais ardente -
Que espera ainda ansiosamente
A tua vinda...

Só ele resta agora, entre os irmãos
Já desfolhados...
Só ele espera que piedosas mãos
- As tuas mãos e os teus cuidados -
Lhe deem, numa pouca d'agua clara
E enganadora,
Uma ilusão da vida que animará
O seu vigor d'outrora ...

Mas que outro está, do hora em que o cortaste
Ainda em botão!
Murcham-lhe as pétalas e tem curva a haste,
Num grande ponto de interrogação ...

Voltado para a porta em que surgiste,
Na noite perturbante em que o trazias,
Parece perguntar porque partiste
...E porque não voltaste, há tantos dias!?...

(Augusto Gil)

87 - 1º de Maio

Maio maduro Maio

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

(Zeca Afonso)

86 - Vozes de Abril

Fernando Tordo, alterou o final da canção "Tourada" e deixou-nos um importante recado nas palavras que proferiu depois de cantar, disse ele:
Que frescura e que fácil é hoje cantar esta canção.

Entendi amigo.

85 - Ary dos Santos




POETA CASTRADO, NÃO !

Serei tudo o que disserem
por inveja e negação;
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entenderem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança ?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bonba de napalm ?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
Que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não !

84 - Uma Gaivota voava voava ... Vozes de Abril

Na grande noite de evocação dos cantores de Abril, que estou a assistir pela TV, confesso que me emocionou mas gostei, gostei de ver e ouvir que, não obstante a cantora Helena Vieira, não ter concluído a canção de Ermelinda Duarte, o povo presente não deixou passar, e não deixou esquecer a vontade de não voltar atrás expressa na última estrofe, soltou a voz e cantando em coro afirmou:
"SOMOS LIVRES NÃO VOLTAREMOS ATRÁS"
FOI BONITO MUITO BONITO.

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquistado
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

83 - Para que nunca se esqueça aquela madrugada de Abril


82 - Porque acreditar é preciso

Encontrei estas palavras no blogue do "Cacimbo" :

"Se não nos derem causas justas, inventá-las-emos.
É esta a lição da nossa geração, que fez a guerra e que fez a paz.
Onde estão os cravos de Abril? Onde estão as armas em flor?
E a nossa inocência, onde está?
Não fomos nós que servimos os ditadores e não fomos nós que os depusemos?
Já não somos inocentes, mas não podemos castrar a inocência dos nossos filhos.
Dedico estas minhas palavras ingénuas, provocatórias, crédulas...a todos os que são capazes de combater.
Porque acreditar é preciso."
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81 - Coerência política

José Miguel Judice, defende a fusão do PS/PSD já que diz Judice, são "dois partidos social-democratas a defender as mesmas soluções" .
Alguém tem dúvidas?