91 - As vozes de Abril - Última parte




Senti a falta de Sérgio Godinho...

... e da voz de Mário Viegas



Conheci este Senhor uma noite em Paris.


Um momento de humor
O Alentejo, representado pelos alentejanos imigrantes na Damaia



A apresentar a festa estavam:Júlio Isidro e Sílvia Alberto
Cantando as canções de Abril, por ordem alfabética: Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Carranca, Carlos Mendes, Couple Coffee, Ermelinda Duarte, Erva de Cheiro, Estudantina de Lisboa, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Haja Saúde, Helena Vieira e Coro Infanto-Juvenil, José Barata Moura, José Jorge Letria, José Mário Branco, Lua Extravagante (Vitorino, Janita Salomé, Carlos Salomé, Filipa Pais), Lúcia Moniz, Luís Goes, Luiza Basto e João Fernando, Manuel Freire, Maria do Amparo, Pedro Barroso, Raul Solnado, Samuel, Tino Flores, Waldemar Bastos.
Conheci este senhor muito mais novo, nos idos de 1973 em Paris: Patxi Andion.
Poemas: Joaquim Pessoa, José Fanha, Manuel Alegre, Maria Barroso e Victor de Sousa.
A participação de um italiano que já ganhou fama entre nós: Marco de Camillis.
Também esteve presente o Grupo de "A Barraca" ( Autor e Encenador Hélder Costa).
Não podiam faltar "Os Alentejanos" por acaso residentes na Damaia e “Grupo da Liga de Amigos de S. Domingos” de Sacavém.
E ainda: João Alvarez e Durval Moreirinhas e as Bandas do Exército, Força Aérea, Marinha, que não consegui fotografar.
O Maestro de serviço: Carlos Alberto Moniz..

90 - Vozes de Maio



SONETO DO TRABALHO

Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos e dar dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
à força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas.

Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.

Levanta-te meu Povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol ar
depois quando o povo acorda é sempre cedo.

(José Carlos Ary dos Santos)

89 - Almoço Comemorativo do 25 de Abril


Foi no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Queluz que este ano se ralizou o almoço/convivio, comemorativo do 25 de Abril.



O lugar vago nesta mesa era, claro está, o meu.
O almoço estava óptimo mas foi sobretudo o são convívio e a comunhão de ideias que presidiu a esta reunião.
A mesa que presidiu, era constituida por camaradas mais velhos e pela juventude, demonstrativa que o PCP, está mais forte que nunca e em boas mãos.
Depois do almoço podemos ouvir o camarada Casanova na evocação do que foi o 25 de Abril de 74 e do que deve continuar a ser a luta para os acreditam nos valores da Liberdade.

88 - A Fala dum cravo vermelho

Entre o 25 de Abril e o 1º de Maio para quem defende a LIBERDADE, a SOLIDARIEDADE, o TRABALHO, o PÃO, não esquecendo evidentemente os DEVERES que também temos, são dias de muitas emoções. Vou agora para o almoço comemorativo do 25 de Abril mas não quero deixar de transcrever aqui um poema de Augusto Gil, um poeta nascido em 1873 e que embora tenha falecido em 1929, continua muito actual.
O poema reza assim:
Da braçada de cravos que trouxeste
Quando vieste,
Minha linda,
Há um - o mais vermelho e mais ardente -
Que espera ainda ansiosamente
A tua vinda...

Só ele resta agora, entre os irmãos
Já desfolhados...
Só ele espera que piedosas mãos
- As tuas mãos e os teus cuidados -
Lhe deem, numa pouca d'agua clara
E enganadora,
Uma ilusão da vida que animará
O seu vigor d'outrora ...

Mas que outro está, do hora em que o cortaste
Ainda em botão!
Murcham-lhe as pétalas e tem curva a haste,
Num grande ponto de interrogação ...

Voltado para a porta em que surgiste,
Na noite perturbante em que o trazias,
Parece perguntar porque partiste
...E porque não voltaste, há tantos dias!?...

(Augusto Gil)

87 - 1º de Maio

Maio maduro Maio

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

(Zeca Afonso)

86 - Vozes de Abril

Fernando Tordo, alterou o final da canção "Tourada" e deixou-nos um importante recado nas palavras que proferiu depois de cantar, disse ele:
Que frescura e que fácil é hoje cantar esta canção.

Entendi amigo.

85 - Ary dos Santos




POETA CASTRADO, NÃO !

Serei tudo o que disserem
por inveja e negação;
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entenderem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança ?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bonba de napalm ?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
Que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não !

84 - Uma Gaivota voava voava ... Vozes de Abril

Na grande noite de evocação dos cantores de Abril, que estou a assistir pela TV, confesso que me emocionou mas gostei, gostei de ver e ouvir que, não obstante a cantora Helena Vieira, não ter concluído a canção de Ermelinda Duarte, o povo presente não deixou passar, e não deixou esquecer a vontade de não voltar atrás expressa na última estrofe, soltou a voz e cantando em coro afirmou:
"SOMOS LIVRES NÃO VOLTAREMOS ATRÁS"
FOI BONITO MUITO BONITO.

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquistado
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

83 - Para que nunca se esqueça aquela madrugada de Abril


82 - Porque acreditar é preciso

Encontrei estas palavras no blogue do "Cacimbo" :

"Se não nos derem causas justas, inventá-las-emos.
É esta a lição da nossa geração, que fez a guerra e que fez a paz.
Onde estão os cravos de Abril? Onde estão as armas em flor?
E a nossa inocência, onde está?
Não fomos nós que servimos os ditadores e não fomos nós que os depusemos?
Já não somos inocentes, mas não podemos castrar a inocência dos nossos filhos.
Dedico estas minhas palavras ingénuas, provocatórias, crédulas...a todos os que são capazes de combater.
Porque acreditar é preciso."
_____________________________________________

81 - Coerência política

José Miguel Judice, defende a fusão do PS/PSD já que diz Judice, são "dois partidos social-democratas a defender as mesmas soluções" .
Alguém tem dúvidas?

80 - Contar Abril aos mais pequenos

Clica na imagem para ampliar e ler

Do Arquivo Electrónico / O 25 de Abril para os mais novos





































Ficha Técnica
Texto por:
Manuel António Pina Edição: Associação 25 de Abril
Edição:
Associação 25 de Abril
e Associação política regional de intervenção local

79 - O que valem as estatísticas

No caderno de economia do Diário de Noticias, de hoje 18/4/2008, sob o título Funcionários públicos reformam-se antes dos 60 apesar da nova legislação vem publicado em subtítulo a noticia “Salário médio da função pública ronda os 1550 euros”
Ora bem, se não fosse tão ridículo, o texto desta última, daria certamente para rir.
Está cada vez mais comprovado que, se uma pessoa comer um boi e outra nem o cheire, esta segunda pessoa não pode morrer à fome pois (pelo menos no papel) estatísticamente comeu metade do animal.
Neste sector, o da Administração Pública, passa-se tal e qual.
É que, se juntar-mos o vencimento de um director geral, que é de (3 628,82 €) (mesmo sem contabilizar o segundo ordenado que auferem designado por despesas de representação!) ao salário de um auxiliar administrativo que é de (457.05 €), e dividirmos por dois, cada um recebe mensalmente 2 042,935 euros (muito superior até ao que vem publicado) mas, enquanto o primeiro pode ter carro, casa própria, casa de praia, casa de campo e férias além fronteiras, o segundo quando muito pode pagar um “T-0” num qualquer Bairro Social, nos arrabaldes da cidade e nas férias vai 2 ou 3 dias à Caparica ou a Carcavelos.

Acresce referir que na carreira administrativa, carreira intermédia em termos hierárquicos, o vencimento médio mensal (contas feitas da mesma forma valor do primeiro e último escalão a dividir por dois) fica pelos 893,825 €/mês.
De referir ainda que para se chegar ao topo da carreira podem levar-se mais de 30 anos, uma vez que é uma carreira de vertical e os concursos de acesso não são assim tão frequentes.

Quanto à média dos salários do sector privado que se estimam, segundo o mesmo jornal em 819 euros, põe-se a questão: Será que foram contabilizados para a estatística os ordenados dos gestores de empresas?
Ou como não descontam para a segurança social por poderem pagar seguros de reforma privados, nem se sabe quanto auferem?

É assim que engenhosa e enganadoramente, os meios de comunicação social contribuem para uma cada vez mais ignorância da realidade em Portugal e acirram a generalidade dos portugueses contra os funcionários da Administração Pública, sem lhes explicar que estes são os "ratos de laboratório" na aplicação de Leis (cada vez mais repressivas) que mais dia menos dia serão aplicadas à generalidade dos trabalhadores.
Aí depois é tarde para gritar: Aqui del-Rei quem nos acode!
Vale a este jornal pelo menos hoje a possibilidade de compra de um livro ao preço de 1,90 €. Hoje, pois a partir do próximo número serão a 9.95€.

78 - Voltando ao des/Acordo Ortográfico












Nunca pensei vir a estar de acordo em alguma coisa com a ex-Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Bom também não sei se não é Isabel Pires de Lima que está de acordo comigo e, com outros tantos milhões de Portugueses, que estão contra esta aberração da forma de escrita portuguesa que se chama "novo acordo ortográfico".
Esta manhã, num programa de televisão, ouvi a ex-Ministra e agora Deputada, afirmar-se contra este acordo ortográfico que nos querem impingir.
Concordo e subscrevo integralmente as suas palavras que foram mais ou menos estas:
A expansão da lingua Portuguesa não se faz pela ortografia mas pelo seu conteúdo.
Sim senhora, estou completamente de acordo.

76 - Serpa, minha terra

O meu muito obrigada e um grande abraço à minha amiga Xica pelos versos que me ofereceu, bem hajas.

Ainda não cheguei
Já te estou a ver
Que coisa mais linda
Podem vocês crer

Serpa, Vila Branca
Quem te fez assim
Toda enfeitada
De encanto sem fim

De encanto sem fim
De encanto sem par
Serpa, Vila Branca
És noiva no altar

Eu vi-te crescer
Eras princezinha
Agora que és moça
És uma rainha

75 - Eu gosto de animais

Resolvi roubar o titulo do post do meu amigo Shark: Eu gosto de animais. Assim apresento o - Bob I - sim porque depois dele houve o II e o III mas este foi o meu cão preferido, o meu companheiro de brincadeiras e o meu burro de carga. Sim ao olhar-se esta foto não se percebe muito bem o tamanho que ele tinha, especialmente em relação ao tamanho que eu tinha com os meus 8 anos. Boas recordações.

73 - Caldo de peixe

Volto à simples mas saborosa comida alentejana.
Se fosse aqui por estas bandas, (Lisboa), seria "sopa de peixe" mas falamos do Alentejo, em que sopas são apenas as sopas de pão.
Por isso vamos falar direito: Caldo de peixe.
Os ingredientes:
Tomate; cebola; pimento verde; batatas; ovos (facultativo) peixe, que neste caso é uma bela posta de corvina; azeite; sal e água.
Faz-se um belo refogado com o azeite, cebola às rodelas, tomate e pimento, tempera-se de sal. Depois juntam-se as batatas, o peixe e a água necessária para cozer todos os ingredientes, por fim os ovos (sem casca).
Cortam-se sopas de pão, para uma "plancana" (prato fundo tipo saladeira) e regam-se com o "caldo de peixe". Acompanha-se com rodelas de rábano e azeitonas de qualquer tipo de conserva. BOM APETITE!


Fica prometido que um dia explico como se tratam as azeitonas e os ingredientes para os vários tipos de conserva.

72 - Violência nas escolas

Após ter visionado dezenas de vezes (em todos os canais de televisão) o caso da aluna que supostamente agrediu a professora e tendo-me documentado sobre o estatuto do aluno e situações associadas, como por exemplo, a quantidade de pessoal auxiliar nas escolas ou a falta deste pessoal, na qualidade de mãe, avó, aluna que já fui e ainda como cidadã deste país, formei a seguinte opinião:
De facto não se pode admitir que situações destas ocorram nas nossas escolas. A escola é ou deve ser mais do que um lugar onde se vão adquirir conhecimentos curriculares, um lugar onde se ensinem atitudes cívicas e de respeito pelos outros, em colaboração com as famílias que deverão também tomar parte no processo de formação das nossas crianças e jovens.
Porém e voltando ao caso concreto deve dizer-se que, se no Estatuto do Aluno, artº. 5º (Papel especial dos Professores) refere que:
“Os professores, enquanto principais responsáveis pela condução do processo de aprendizagem devem promover medidas de carácter pedagógico que estimulem o harmonioso desenvolvimento da educação, quer nas actividades na sala de aula quer nas demais actividades da escola."
Por outro lado no capítulo, Direitos e Deveres dos Alunos o artº. 15º (Deveres do Aluno), alínea q) diz:
“Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de, objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou morais aos alunos ou a terceiros."
Vem depois no artº 25º (Determinação da medida disciplinar) em cujas normas de aplicabilidade deve ser tomado consideração:
“... a gravidade do incumprimento do dever violado, a idade do aluno, o grau de culpa, o seu aproveitamento escolar anterior, o meio familiar e social ....os seus antecedentes disciplinares e todas as demais circunstâncias em que a infracção foi praticada que militem contra ou a seu favor."
E as (Medidas Correctivas), artº. 26, consoante a gravidade da situação:
"a) Revogada; b) Saída da sala e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar; c) A realização de tarefas e actividades de integração..... d) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares... e) mudança de turma. "
Há depois outras medidas disciplinares sancionatórias, que vão desde a repreensão registada, à suspensão da escola até 10 dias úteis e a transferência da escola.
Por fim e para o efeito da análise vem o artº. 44º. Ponto 1. (Participação):
"O professor ou funcionário da escola que entenda que o comportamento presenciado é passível de ser qualificado de grave ou muito grave, participa-o ao director de turma, para efeitos de procedimento disciplinar."
Feita a explanação dos artigos que considero no seu conjunto serem os que merecem reflexão para análise deste caso, é minha opinião que:
Se a aluna como constatamos no vídeo amplamente divulgado teve um procedimento de desrespeito pelas normas escolares, o certo é que a professora também concorreu para a lamentável cena, tanto mais que tinha ao seu dispôr medidas que poderiam ter levado a aluna a sofrer uma medida disciplinar sem pôr em risco a sua própria segurança, nem ter passado pela situação embaraçosa e humilhante que se constata no video por parte dos restantes alunos.
Assim sendo e embora reconheça que neste momento os professores estão a passar por uma fase muito complicada das suas vidas, profissionais e privadas em que os nervos à flor da pele serão mais que muitos, pressionados de todas as formas e feitios por programas complicados, avaliações, alteração na progressão da carreira, etc. creio que não teve a professora envolvida nestas lamentáveis cenas, pelo menos pelo que se viu, a melhor politica de educação e pedagogia na resolução do problema.
É certo que estou numa análise fria e distante do contexto da situação mas, diga-se de passagem que a autoridade não deve ser exercida de forma incontornavel e fora de controlo como a que ficou registada. Se a aluna estava a usar o telemóvel mesmo depois de ter sido alertada para que o não fizesse, o problema deveria ter sido resolvido com a saída da aluna da sala de aula, participação ao Conselho Directivo, que aí sim poderia confiscar se fosse caso para isso, o telemóvel à aluna com base na acima citada alinea q) do artº. 15 do Estatuto do Aluno.
Teria ainda servido de lição aos outros alunos que, tendo eles também telemóveis os usaram para filmar tão degradante situação, posteriormente divulgada pela internet. De referir que, segundo relataram os jornais, (e aqui a minha boca abre-se de espanto) o caso só foi levado ao conhecimento de quem de direito, uma semana depois.
Medo de represálias? Talvez. Só que agora, com a agravante do problema ter sido tratado tarde e a más horas e só depois de ser do domínio público.
Por outro lado, onde estavam outros professores, pessoal auxiliar e mesmo pessoal de secretaria que nada ouviram ou se ouviram não se dignaram verificar o que se passava? Eu sei que o Ministério da Educação, poupa e muito com o não pagamento de vencimentos ao pessoal auxiliar que cada vez está em menor número nas escolas, e como se constata tanta falta faz.

71 - Alecrim

Depois de ter apresentado o meu vaso de Mangerona e relembrando a peça de António José da Silva, (As guerras do Alecrim e Mangerona) apresento-lhes o meu Alecrim:










Em resposta a D. Fuas que defende a Mangerona retroca D. Gilvaz: "O Alecrim, ...." "... é a coroa dos jardins, o lenço vegetável das lágrimas da Aurora. Nas chamas é fenix; nas águas, rainha; e finalmente é o antidoto universal de todos os males e a mais segura tábua da vida..."
E no dia a dia para que nos servirá o Alecrim?
Na culinária serve para temperar aves, caça e em certos países também se utiliza em assados de cabrito e vitela.
Segundo rezam os livros, é um estimulante para pessoas em estado débil, combate a tosse a febre tifóide.
Ajuda nas digestões dificeis se se tomar uma chavena de chá depois das refeições.
O Alecrim é ainda referenciado na canção Popular:
Alecrim
Alecrim, alecrim dourado
que nasce no campo sem ser semeado,
Ai meu amor quem te disse a ti
Que a flor do monte era o alecrim?
Alecrim, alecrim aos molhos
Por causa de ti choram os meus olhos
Ai meu amor quem te disse a ti
Que a flor do monte era o alecrim ?

70 - 21 de Março - Dois em Um

Encontrei aqui um poema comemorativo do dia Mundial do Sono. Ora como hoje é também o dia Mundial da Poesia, aqui está o dois em um:

Dia Mundial do Sono…
Gostava de dormir mais…
Mas não há tempo a perder…
Todas as horas são boas…
Boas para te poder ver…

Gostava de dormir mais…
E nos teus braços embalar…
Sentir o teu carinho…
E musicar de encantar…

Gostava de dormir mais…
Para poder descansar…
Mas manar sozinho…
Isso nem dá para pensar…

Gostava de dormir mais…
E em ti não pensar…
Mas mal fecho os olhos…
E vejo-te a bailar…

Se queres que eu durma,
Mais um pouquinho…
Deita-te ao meu lado …
E faz-me um miminho….

69 - 21 de Março - Dia Mundial da Poesia




Sou Poeta

Sou poeta...
Se poeta é sentir
No coração da gente
Um sentimento profundo
E cantar o que se sente.


Sou poeta...
Se poeta é saber
Cantar a vida,
O amor,
A luz do sol
Saber ouvir
Lamentos de gaivota
Ou a alegre "voz" do
Rouxinol.


Sou poeta...
Se poeta é olhar,
Vendo o Mundo
Doutro modo;
Saber sonhar
Acreditar,
Num amanhã
Num mundo NOVO!

Eu, 1982

68 - Dia Mundial da Árvore

Comemora-se hoje, dia 21 de Março, a chegada da Primavera assim como o dia Mundial da Árvore. Como curiosidade refira-se que estas comemorações tiveram lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872 há portanto 136 anos. Nos EUA, é comemorado no dia 23 de Setembro, aniversário de Julius Sterling Morton, morador da Nebrasca, que incentivou o plantio de árvores naquele estado.
Nos países do hemisfério sul, comemóra-se a 22 de Setembro, data que marca a chegada da primavera, estação onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno.
Um pouco por todo o lado assinala-se este dia junto das escolas levando as crianças a plantar árvores, das mais diversas espécies.
E nós, cada cidadão deste planeta o que poderá fazer? Pois bem plante-se uma árvore no quintal, ou na varanda, qualquer espécie serve, de grande porte se se tiver espaço anãs se o espaço for reduzido. As nanãs podem plantár-se em vasos, isto dá a oportunidade de as levar para dentro de casa, durante o inverno. Mesmo sendo pequenas as árvores anãs podem produzir muita fruta. É o caso dos citrinos, laranjeiras e limoeiros dão-se bem se tiverem os cuidados adequados. Também os loureiros, as romanzeiras e as oliveiras se podem ter nestes vasos. E que dizer das acácias, as mimosas, as magnólias de lindas flores.
Para uma árvore anã, escolha um vaso grande, com pelo menos com uns sessenta centímetros de diâmetro, e com buracos para drenagem suficientes, use terra para vasos e encha o vaso. Coloque-o elevado em relação ao depósito de agua os vulgares pratinhos, não deixe directamente em cima de um prato nem numa poça de água. Regue uma vez por semana.
Este ano a juntar à laranjeira e ao loureiro, que tenho na varanda, irei plantar uma oliveira!
E quem não possa de todo em todo plantar uma árvore, lembre-se que pode sempre evitar a propagação dos incêndios florestais, seguindo as normas abaixo referidas:
- Não faça fogueiras em zonas florestais de alto risco, especialmente no Verão
- Não deixe em lugar nenhum pontas de cigarro acesas
- Não deite foguetes em locais expostos à propagação do fogo
- Não abandone lixo ou desperdícios que possam favorecer a propagação do fogo
- Não tente chegar a todo o lado de carro: o contacto do tubo de escape com a folhagem seca pode iniciar um incêndio.
- Não seja passivo ante as responsabilidades dos outros. Se as pessoas irresponsáveis persistirem, denuncie-as às autoridades

67 - Despesas Públicas

Foi hoje publicado em Diário da Republica o novo logotipo da ADSE, aqui reproduzido, embora sejam referidas cores para as letras. O que se vê em primeiro lugar é o antigo e o novo é o segundo.

O que no entanto motiva este meu comentério é a explicação da justificação de mais um gasto de dinheiros publicos.
Refere a publicação que: "...O novo logotipo tem, desde logo, como opção central a não inclusão de formas ou letras rigidas, demonstrando a sensibilidade e a aproximação aos agentes que interagem com a Direcção Geral.
Pretende-se também traduzir uma referência à ligação "Passado-Presente-Futuro". Esta referência subtil assume-se ao manter a sigla associada à Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado, com a união de todas as letras daquela sigla, num gesto continuo de escrita."
Alguém consegue ver esta explicação no logotipo? Não? Pois eu também não! A não ser aquela da referência subtil entre Passado-Presente-Futuro. Será que "subtil" é aquela clara onda que faz lembrar uma parte intima da anatomia humana? Sim, porque eu não consigo ver a união de todas as letras, nem a sensibilidade das mesmas, nem o gesto contínuo da escrita. Há pelo contrário, pelo menos no "boneco" publicado, uma clara interrupção entre cada uma das letras que compõem a sigla. Pior o "A" desapareceu e o D está desproporcionado face às outras letras legiveis. Mais, no boneco as formas e letras não são rigidas?!
Enfim custos evitáveis tanto mais que, todos os impressos deverão ser substiuidos e será ainda obrigatória a emissão de cartões com a nova sigla para todos os "beneficiários" contribuintes.
E assim vão os dinheiros públicos que o mesmo é dizer o nosso dinheiro, ou será que estes gastos também se devem aos mandriões dos Funcionários Públicos?!

66 - Dia do Pai

Há conceitos e ideias que estão tão intrinsecamente arreigados a nós e à nossa maneira de pensar que quase não lhes damos importância.
Uma vez, quando era miuda, levei um cartão todo bonitinho feito por mim na escola, comemorativo do dia da mãe – ainda não se tinha inventado o comercial dia do pai - para oferecer à minha mãe que ao aceitá-lo me disse que o dia da mãe eram todos os dias.
Compreendi as suas palavras e desde esse dia deixaram de ter para mim qualquer sentido comemorar os dias da mãe, do pai ou dos filhos, pois estes devem ser todos os dias da nossa vida.
Por outro lado lemos muitas vezes nos jornais, crónicas e opiniões que depois do primeiro parágrafo logo mudamos de página, outras vezes, sentimos como que uma pancada no peito, um acorda! e damos conta como no caso presente, que era isto exactamente o que a minha mãe queria dizer.
Vem esta conversa a propósito do Editorial de hoje no jornal Destak, subscrito pela sua directora Isabel Stilwell, - escritora que muito admiro – sobre o dia que hoje se comemora: O DIA DO PAI.
Transcrevo na integra o editorial já que não consigo desagregar do contexto qualquer um dos parágrafos escritos:
Dia do pai vive-se no dia do pai afectivo e não biológico

São José tinha muita pinta, e às vezes parece que certa Igreja se esquece do que representa simbolicamente a Sagrada Família: uma mãe adolescente, com a coragem de enfrentar a gravidez, e a educação de um filho, contra toda a má língua da vizinhança, baseada apenas na sua imensa Fé; Deus, um pai «biológico», que confia a guarda de Maria e do seu filho Jesus a um pai adoptivo. E José Carpinteiro, que assume o papel de verdadeiro pai até ao fim. 2008 anos depois, não pode ser acaso (mas talvez passe mais por um desígnio celeste) que se celebra o Dia do Pai, no dia que o calendário religioso atribui a S. José. Ou seja, para todos os efeitos, no dia do pai afectivo.

Sinceramente acho fascinante ler a história por este ângulo, que me enche de orgulho, porque nela está contida uma mensagem revolucionária, que deveria fazer abanar as ideias feitas e os preconceitos de tanta gente que continua presa à ilusão de que apenas o sangue ou os genes contam. A quantidade de sofrimento que poderia ter sido evitado, e pode vir a sê-lo, se entendermos a magia deste «clã», que tem sido tantas vezes venenosamente utilizado para pregar a intolerância.

Mas é «lição» de mais coisas. É lição da importância imensa que é dada ao pai, não ao pai autoritário, mas aquele que vira a sua rotina do avesso para proteger um filho (foge com Jesus para o Egipto), que se dedica a sustentá-lo e a educá-lo, e não menos importante, a ser o braço direito da mãe, em quem confia incondicionalmente (caramba, afinal Maria «apareceu» grávida de outro!), aceitando dividir com ela uma missão quase impossível. Por isso aqui fica a minha sugestão: pendurem a imagem de S. José nos tribunais. Talvez assim se inverta a tendência para 94% dos casos atribuir o poder paternal à mãe, abrindo a porta à exclusão do pai na vida dos seus filhos. Para não falar na ajuda que dava quando o que está em causo é a opção entre um pai só biológico, e um adoptivo que se dispõe a amar, mesmo que esteja ainda numa lista de
espera.

Falta dizer que subscrevo na integra estas palavras.

65 - A minha "piscina"

Comadre Xica este post é especialmente para ti apresento-te as minhas "piscinas" sim são duas!
Parece a "Aldeia da roupa branca" não é?
Havia uma classe de trabalhadoras "As lavadeiras" profissionais que durante o Verão lavavam no Guadiana e nas outras estações do ano nas hortas. É o caso que aqui mostro.
A segunda feira era sempre muito concorrida era o dia das lavadeiras profissionais. Posso reconhecer na segunda foto, em primeiro plano a vizinha Saúde mulher já de uns 70 anos mas que continuava na sua profissão, assim como a filha Maria Amélia, ambas tinham lugar cativo quer num quer no outro tanque que na primeira foto ainda não existe. Na segunda já se vê um canto do outro tanque. Ao lado da vizinha Saúde, a Srª. Antonica Picareta outra profissional; do lado esquerdo da fotografia a minha mãe segurando a canastra (cesto onde se transportava a roupa) e do lado direito da fotografia o meu pai. Era uma alegria a roupa lavada estendida ao sol a secar. Estas fotos são do tempo em que em Serpa as máquinas de lavar eram um luxo só existente nas casas mais ricas e mesmo assim utilizadas esporadicamente. Alturas houve em que os dois tanques estavam completamente lotados com 36 pessoas a lavar em cada um!

São fotos de épocas diferentes, como se pode perceber, estando nelas espelhado o gradual abandono desta profissão consequência da também gradual aquisição das máquinas de lavar.

64 - Cozinheiro inglês

Se o cozinheiro Jamie Oliver fosse português estava tramado.
Assisti no passado fim de semana a um dos seus programas, exibidos numa das televisões portuguesas e para meu espanto:
a) cortou batatas cozidas e carne crua, lado a lado num mesmo espaço;
b) não lavou as ervas utilizadas as quais colheu directamente dos vasos que, honra se lhe seja feita, existem em abundância na sua cozinha;
c) falou naquele seu jeito, (com perdigotos à mistura) com o rosto junto à frigideira onde estava a cozinhar;
d) limpou as mãos às calça
e) provou o molho de chocolate com uma colher que imediatamente voltou a meter no tacho para mexer o molho etc.
E nem me passa pela cabeça falar na falta de protecção dos cabelos pois o gel é tanto que não deverá cair nenhum na sopa, mas sinceramente tenho dúvidas.
Se isto acontecesse com os cozinheiros portugueses, será que continuariam a fazer o programa?

63 - Tatuagens e piercings

Foto: sub rosa net
Não obstante achar horriveis os piercings e não ser adepta de tatuagens, penso que a proposta do PS de proibir estas práticas, mesmo em zonas sensiveis do corpo, está a remeter-nos para proibições, que não sabemos aonde irão parar. O próprio deputado Renato Sampaio, autor da proposta evocando razões de saúde reconhece, segundo o jornal de Noticias que se trata também "de uma questão de gosto" !!! "Um jovem pode gostar e decidir fazer uma tatuagem sem medir as consequências, mas terá de ficar com ela para sempre", defende.
Eu não gosto da escultura do João Cutileiro, mais conhecida pela "pilinha de Lisboa" em pleno Parque Eduardo VII - Uma questão de gosto, eu sei, mas não exijo a sua demolição e aceito que outros disfrutem do que a mim me agride. O certo é que terei de ve-la sempre que lá passar.
E é por isso que, mesmo não gostando de tatuagens, não admito que me proibam de as fazer se isso me der na "bolha" só porque alguém do PS, não gosta.
Cuidem-se os jovens que qualquer dia irão pagar, como no tempo da outra senhora, multa por tocar um beijo!