53 - Fui atrás da minha amiga Mar

E dei com isto:

Não foi novidade, eu sei que sou assim...

Mais, eu sei que sou teimosa, orgulhosa, vaidosa e tudo o mais que inventarem. Mas mas sou feliz e gosto muito de mim. Se eu não fosse assim, como podia gostar dos outros?

52 - Dia 8 de Março de 2008

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Para cada uma das
MULHERES DO MEU PAÍS

50 - Cartas trocadas

Não tendo nada contra esta classe de trabalhadores, acho até que a instabilidade dos postos de trabalho são uma das consequências deste estado de coisas.
Quem contrata estes profissionais deveria proporcionar-lhe acções de formação, não só para conhecerem as Ruas da Freguesia, como para terem a noção da responsabilidade das funções que exercem.
Evitar-se-iam as trocas e baldrocas frequentes na entrega de correspondência.
Hoje, há poucos momentos, mais uma vez me vieram entregar correspondência minha, que foi deixada na caixa de correio de um outro prédio que não o meu.
Esta situação é tanto mais grave quanto, como na situação presente só de 8 em 8 dias a dona da casa e como se compreende dona da caixa do correio onde a minha correspondência foi deixada, vem buscar o correio. Por acaso era uma carta do Banco, mas dada a demora na resposta já eu tinha solicitado telefonicamente a necessária informação junto da dependência Bancária.
E a quem se pede responsabilidades se as cartas deixadas nestas trocas, tiverem prazos de resposta?
Tal como a minha vizinha, também eu, inésimas vezes tenho feito de carteiro ao ir entregar aos seus destinatários as cartas que são deixadas na minha caixa de correio.
E o incrivel da coisa é que são para as Ruas mais diversas.
Sim, pois claro que há sempre a hipótese de as devolver ao carteiro, mas... que confiança se tem de que irão parar às mãos dos verdadeiros destinatários ?

49 - Àgua um bem precioso

Enquanto em alguns países se luta e se morre por um copo de água, nós aqui desperdiçamos um bem tão precioso em situações que se poderiam de facto evitar. E é assim que quase todos os fins de semana se vê limpezas de carros, à mangueirada, efectuadas a porta de casa com água da torneira.
A água é um recurso com quantidade fixa. Contando mares, rios, aquíferos, gelo, neve e vapor, há um total de 1,39 bilhão de metros cúbicos deste líquido em todo o planeta. Cada gotinha de água pode mudar seu estado – líquido, gasoso, sólido – que ela nunca se perde, mas também não se reproduz.
Aliás, não obstante todos os desastres ecológicos que temos vindo a observar, como as cheias que este ano aconteceram um pouco por todo o mundo, zonas há, em que durante a maior parte do ano nem uma gota de chuva cai do céu.
Como consequência do aquecimento global que se regista, a população, a industrialização, as áreas de plantação, requerem cada vez mais água. Para manter o equilíbrio, precisamos economizar.
Os grandes desperdícios do uso de água potável são o lavar dos carros, as constantes descargas completas nas casa de banho e as regas dos jardins. Queixamo-nos do montante astronómico da conta da água que nos chega todos os meses, sem nos lembrarmos dos desperdícios que fazemos no dia a dia. A água tratada é muito cara. Na hora de abrir a mangueira, ou accionar o botão do autoclismo não pensamos nisso, mas dá para perceber pela conta que se tem de pagar todos mêses.

48 - No País de Fidel Castro

De acordo com o "Correio da Manhã" uma criança portuguesa está prestes a rumar a CUBA, país de Fidel Castro. É lá que reside a esperança de cura para o pequeno Afonso Fernandes Fonseca, (apelidos homónimos de um dos Hospitais da zona de Lisboa, onde mora o pequenino).
O Afonso, nasceu com doença rara - cromossomas 13 e 14 juntos - e terá de ser submetido a tratamentos intensivos de reabilitação motora, impossíveis de fazer em Portugal.
Para quem possa e queira aqui fica o nº. do NIB onde poderão ser depositados donativos para custear o tratamento (00350181000062084091)

47 - O que vão comer os pobres

Noticia de 1ª página: O preço do pão vai ter que aumentar cerca de 50 por cento. O alerta é da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares que justifica o aumento como a única forma para que as empresas de panificação não fechem as portas. 50% de aumento do pão? Só espero que haja engano na notícia e que este aumento seja no tamanho e não no preço ! Até parece que se esqueçem que Marie-Antoinnette rainha de França, acabou no cadafalso. Conta-se que uma vez quando alguém lhe chamou a atenção de que os pobres não tinham pão, ela terá respondido: "Não têm pão comam bolos"! Arrisquem, arrisquem que depois não haverá comtemplações... nem cravos.
Foto: daqui

46 - xi ...olha o vício







Fiquemos por aqui senão ainda me assaltam a casa!
Preciso desesperadamente de uma casa maior...

45 - crescreu, cresceu



44 - E o vício cresceu, cresceu...




43 - O Vício

Tive a sorte de nascer no seio de uma família, parca naquilo com que se compram os melões, mas muito rica em conhecimentos, embora autodidatas.
Lembro-me dos serões nas noites de inverno em que, sentadas à volta da braseira, minha mãe e minhas tias, a costurar ou a tricotar, seguiam atentamente a leitura que o meu pai fazia dos romances Edição de Romano Torres, (ainda tenho alguns exemplares de "As duas Orfãs") que nos chegavam em fasciculos, semana após semana ao preço de 2$50. Para quem não saiba 2$50 é o agora equivalente a dois cêntimos e meio. Só que nos anos 50 a que me refiro davam para comprar, se bem me lembro, pelo menos 5 bolos.
Todos os dias, ao sair para a escola levava para a merenda $50 centávos (cinco tostões) para comprar um bolo. Juntando os meus tostões com os da minha irmã gastavamos todos os dias na papelaria $80 centavos (8 tostões) na compra de uns livrinhos da colecção formiguinha que depois liamos avidamente. Juntando os $20 que sobravam, ao fim de uma semana era mais um livrinho adquirido. Era a Pele de Burro; As 3 Maçãzinhas de oiro; As caras trocadas; o Soldadinho de Chumbo ou o Alibábá e os 40 ladrões. O vício pegou e embora não tenha grandes estudos, não há forma de me curar.

42 - PPRs - privado

Agora que tanto se fala em PPRs - privados e públicos, (nas noticias é quase primeira página) em que guardando 50€/mês ao fim de 65 anos (uma vida inteira) teremos a quantia necessária para pagar o caixão, confesso que nunca consegui poupar. Seja porque tenho vícios caros, seja porque ganho pouco. Depende do ponto de vista. Aliás, nem quando era criança eu não conseguia poupar nem um tostão. É que o meu vício que mostrarei a seguir, já me tinha apanhado. Este mealheiro que guardo com carinho, não era meu mas de minha irmã. Apesar de ter na ilustração uma menina de mini saia, garanto-vos que tem mais de 60 anos.

41 - Contradições

Enquanto por cá, algumas cabeças pensantes defedem a integração de Portugal na vizinha Espanha, os cidadãos da Galiza reivindicam o direito de ver a Televisão Portuguesa, de acordo com o que foi hoje noticiado no Jornal das 20.00h.
Aliás a Comunidade Autónoma da Galiza, segundo julgo saber, defende até, que a Região Autónoma da Galiza devia fazer parte do País, que se chama Portugal, a que se dizem sentir mais ligados, não só por um passado comum, como pela lingua que falam.

40 - Coisas que me enternecem

No tempo das máquinas digitais, esta, pela sua idade, é uma autêntica reliquia.
Máquina fotográfica, objectiva Steinheil-Cassar 163/165 Vario, perdão, "Kodak" ("Kodak" foi uma marca de máquinas fotográficas muito populares no inicio do século passado, de tal forma que todas as máquinas de fotografar, fosse qual fosse a sua marca, eram denominadas de "Kodaks") esta é de fole, tem cerca de 58 anos, (para mais que para menos), já não se fabricam os rolos de filme para estas objectivas (Rolo 120) donde primeiro se revelavam os negativos, e só depois as fotografias. Lembro-me em pequenina, com os meus 5 ou 6 anos, ficar extasiada sempre que o meu pai (fotógrafo amador) me deixava ajudar. Num quarto iluminado apenas por uma pequena lampada vermelha, ver surgir as figuras, a preto e branco, num papel lustroso, depois de mergulhado nos vários liquidos, (revelador, fixador e água), era uma autentica magia. Outros tempos...
Utilizei-a até aos anos 70, quando se adquiriu uma outra mais moderna. Guardo-a como uma grata recordação.

39 - Coisas que me enternecem

Que pena ter-se partido o par desta jarrinha. De vidro amarelo, também é antiga. Esta pertencia também à minha tia. Em casa de meus pais havia uns "cacheponds" no mesmo vidro um pouco mais bujudos, tenho pena que se tivessem partido também. Também fazem parte das minhas recordações de menina.

38 - Coisas que me enternecem

Este par de jarrinhas, pertença de minha avó, contam, em relação a mim, uma hitória de amor e encanto: Quando tinha os meus 4, 5 anos, teimava em brincar com elas, era um prazer tê-las na mão, claro que me eram logo tiradas para não as partir e eu ficava muito triste. Um dia, quando fiz 50 anos, a minha tia Nanã, presenteou-me dizendo: Sempre gostaste das duas jarrinhas verdes de louça, como não tenho mais nada para te dar são elas o meu presente. Não imagimam a emoção que senti e que ainda sinto ao lembrar as suas palavras. Hoje estão na minha casa em lugar de destaque. Continuo ao olhá-las a sentir o mesmo encantamento de quando era menina. Não sei o seu valor nem me interessa, para mim têm o valor de uma vida, acrescido do valor sentimental da oferta que a minha tia me fez.

37 - Coisas que me enternecem

Esta boneca sempre a conheci em casa de minha avó. Não sei que idade tem, não sei como foi adquirida, sei apenas que sempre gostei dela. Herdei-a por morte da minha tia que por sua vez a tinha herdado da minha avó. Enternece-me olhar para ela e saber que se podesse falar teria muitas histórias para contar.

36 - A minha horta (na varanda)

Num dia de Inverno como o de hoje o que fazer em casa ?
Bom eu fui tratar a minha horta.
Não será uma horta convencional já que não tenho um espaço adequado para o plantio, mas, mesmo assim faz-se o que se pode e aí estão as celgas os pimenteiros, tomateiros e as alfaces que depois terei de transplantar. Tenho também hortelã, salsa, coentros, hortelã da ribeira, poejos e oregãos.
Plantinhas que gosto de ver crescer e que me vão servir de tempero para os meus pratos favoritos.

35 - A minha horta (na varanda)

Estão ainda a crescer mas vem cheias de energia.
Mais uns dias e poderei preparar um belo prato com as minhas "celgas"

35 - A minha horta (na varanda)

Os oregãos. Que pena a fotografa não ser nada de jeito. É que estas folhinas estão de um verde atróz.
Quando chegar o tempo, tenho temperos com fartura para cozinhar os caracóis.