41 - Contradições

Enquanto por cá, algumas cabeças pensantes defedem a integração de Portugal na vizinha Espanha, os cidadãos da Galiza reivindicam o direito de ver a Televisão Portuguesa, de acordo com o que foi hoje noticiado no Jornal das 20.00h.
Aliás a Comunidade Autónoma da Galiza, segundo julgo saber, defende até, que a Região Autónoma da Galiza devia fazer parte do País, que se chama Portugal, a que se dizem sentir mais ligados, não só por um passado comum, como pela lingua que falam.

40 - Coisas que me enternecem

No tempo das máquinas digitais, esta, pela sua idade, é uma autêntica reliquia.
Máquina fotográfica, objectiva Steinheil-Cassar 163/165 Vario, perdão, "Kodak" ("Kodak" foi uma marca de máquinas fotográficas muito populares no inicio do século passado, de tal forma que todas as máquinas de fotografar, fosse qual fosse a sua marca, eram denominadas de "Kodaks") esta é de fole, tem cerca de 58 anos, (para mais que para menos), já não se fabricam os rolos de filme para estas objectivas (Rolo 120) donde primeiro se revelavam os negativos, e só depois as fotografias. Lembro-me em pequenina, com os meus 5 ou 6 anos, ficar extasiada sempre que o meu pai (fotógrafo amador) me deixava ajudar. Num quarto iluminado apenas por uma pequena lampada vermelha, ver surgir as figuras, a preto e branco, num papel lustroso, depois de mergulhado nos vários liquidos, (revelador, fixador e água), era uma autentica magia. Outros tempos...
Utilizei-a até aos anos 70, quando se adquiriu uma outra mais moderna. Guardo-a como uma grata recordação.

39 - Coisas que me enternecem

Que pena ter-se partido o par desta jarrinha. De vidro amarelo, também é antiga. Esta pertencia também à minha tia. Em casa de meus pais havia uns "cacheponds" no mesmo vidro um pouco mais bujudos, tenho pena que se tivessem partido também. Também fazem parte das minhas recordações de menina.

38 - Coisas que me enternecem

Este par de jarrinhas, pertença de minha avó, contam, em relação a mim, uma hitória de amor e encanto: Quando tinha os meus 4, 5 anos, teimava em brincar com elas, era um prazer tê-las na mão, claro que me eram logo tiradas para não as partir e eu ficava muito triste. Um dia, quando fiz 50 anos, a minha tia Nanã, presenteou-me dizendo: Sempre gostaste das duas jarrinhas verdes de louça, como não tenho mais nada para te dar são elas o meu presente. Não imagimam a emoção que senti e que ainda sinto ao lembrar as suas palavras. Hoje estão na minha casa em lugar de destaque. Continuo ao olhá-las a sentir o mesmo encantamento de quando era menina. Não sei o seu valor nem me interessa, para mim têm o valor de uma vida, acrescido do valor sentimental da oferta que a minha tia me fez.

37 - Coisas que me enternecem

Esta boneca sempre a conheci em casa de minha avó. Não sei que idade tem, não sei como foi adquirida, sei apenas que sempre gostei dela. Herdei-a por morte da minha tia que por sua vez a tinha herdado da minha avó. Enternece-me olhar para ela e saber que se podesse falar teria muitas histórias para contar.

36 - A minha horta (na varanda)

Num dia de Inverno como o de hoje o que fazer em casa ?
Bom eu fui tratar a minha horta.
Não será uma horta convencional já que não tenho um espaço adequado para o plantio, mas, mesmo assim faz-se o que se pode e aí estão as celgas os pimenteiros, tomateiros e as alfaces que depois terei de transplantar. Tenho também hortelã, salsa, coentros, hortelã da ribeira, poejos e oregãos.
Plantinhas que gosto de ver crescer e que me vão servir de tempero para os meus pratos favoritos.

35 - A minha horta (na varanda)

Estão ainda a crescer mas vem cheias de energia.
Mais uns dias e poderei preparar um belo prato com as minhas "celgas"

35 - A minha horta (na varanda)

Os oregãos. Que pena a fotografa não ser nada de jeito. É que estas folhinas estão de um verde atróz.
Quando chegar o tempo, tenho temperos com fartura para cozinhar os caracóis.

34 - A minha horta (na varanda)



A hortelã. Nada melhor para uma noite de Inverno que uma "sopa da panela" com cheirinho a hortelã

33 - A minha horta (na varanda)




Os pimenteiros já tem 15 centimetros as folhas estão viçosas, lá mais para o inicio de Março vou ter de lhe arranjar um espaço maior

32 - Des"acordo ortográfico"

De acordo com notícia veiculada pelo jornal “Correio de Manhã” no passado dia 20 de Fevereiro, o actual ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, terá manifestado o desejo de que “haja condições para que muito rapidamente [o Acordo] seja também ratificado por Portugal”.
Partilho da opinião do Presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), António Baptista Lopes, que considera ser este um “acordo por via do qual não vemos que possa trazer qualquer benefício para a língua portuguesa”.
Ao longo do séc. xx, registaram-se nesta matéria, reformas e acordos entre Portugal e Brasil, nomeadamente em 1911; com ajustamentos em 1920, 1929. Por esta altura deixámos o ph de Pharfácia, o th de Theatro ou a forma Archipelago por exemplo.
Uma das mais polémicas reformas linguísticas foi a de 1945 que na altura teve em Almada Negreiros, um dos maiores opositores, e que originou o Manifesto anti-Dantas, uma vez que Júlio Dantas, foi o presidente da Delegação Portuguesa na Conferência Ortográfica de Lisboa.
Os trabalhos começaram em 1931 e culminaram publicados em 1940 e 1943, com 51 bases de alteração.
De referir que em 1945 foram anuladas várias introduções aprovadas em 1911.
Em 1973 novo acordo, retirou os assentos às palavras terminadas em (mente) abolindo quase completamente o assento grave.
Nova alteração deu-se em 1990 ratificação feita apenas por Portugal, Brasil e Cabo Verde, tendo a entrada em vigor ficado pendente.
Com a nova versão iremos todos “vestir” os fatos ou os acontecimentos que até agora eram os factos; os meses ficarão mais pequenos uma vez que deixam de ter na primeira letra a grafia maiúscula, etc. etc. etc.
O certo é que, a língua mãe falada em Portugal, cederá ao sotaque do português falado no Brasil 1,6% do seu vocabulário, em contrapartida com os 0,5%, cedidos no vocabulário brasileiro.
Na minha modesta opinião estes acordos só contribuem para "MATAR" a nossa língua sem que estes senhores inteligentes se lembrem de que, tal como dizia Fernando Pessoa: "O meu país é a minha língua" .
Assim vai Portugal !!
MANIFESTO ANTI-DANTAS (extracto)
Basta pum basta!!!
Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio cigano!
O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!
O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!
O Dantas é um habilidoso!
O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas especula e inocula os concubinos!
O Dantas é Dantas!
O Dantas é Júlio!
Morra o Dantas, morra! Pim!

31 - As ervas do meu Alentejo



Claro que o caldo de peixe da ribeira também não dispensa um bom molho de poejos

30 - As ervas do meu Alentejo

E o sabor forte e gostoso de um molho de hortelã da ribeira num caldo de peixe do rio ?


29 - Ervas do meu Alentejo


E para o feijão braco que tal um bom molho de catacuzes?
Nascem por todo o lado só é preciso conhecer os melhores, os rasteiros de caule vermelho e já está.



28 - Ervas do meu Alentejo

Não é preciso semear nem tão pouco comprar, é só necessário ir ao campo e apanhar, brotam do chão brilhantes e apetitosas, são as acelgas que enriquecem uma bela sopa de grão.

27 - As ervas do meu Alentejo

As beldroegas
Haverá alguém que depois de comer um caldo de "baldoregas" tenha dito: Não gosto!

26 - Para o quarto


25 - Peixes


Os meus naperons de cozinha

24 - A Ribeira de Belas vista da ponte pedonal, para o lado sul

Ribeira de Belas, inicio do rio jamor. Fronteira natural entre as Freguesias de Queluz e Monte Abraão.
É neste lamentável estado que se encontra a ribeira onde infelizmente se perdeu uma vida, em consequência das chuvas ocorridas esta manhã.
Para quando a limpeza deste esgoto a céu aberto?
E que dizer das construções em leito de cheia ?
Será que a culpa é só de S. Pedro?



Ponte pedonal em madeira

23 - As Bruxas

Após uma conversa sobre o tema acima, voltei a ler algumas passagens do Livro "Sobre as feiticeiras" de Jules Michelet. Só posso dizer que continuo a ter a mesma opinião que tive da primeira vez que o li. A minha opinião sobre este livro é que, é o melhor livro escrito por um homem em relação às mulheres e neste pressuposto às mulheres sábias, da idade média. Diz Michelet que: «A natureza fê-las feiticeira.» "É o génio próprio da Mulher, é o seu temperamento. Nasceu fada e mercê do amor, é Maga. Mercê da sua delicadeza, da sua malícia (por vezes fantástica e benigna) é Feiticeira e gera o destino, ou pelo menos adormenta, engana os males"."... para as religiões a Mulher é mãe, terna guardiã e ama fiel.» Refere Michelet que : «No início a Mulher é tudo» E este tudo assusta os homens, ela tem o poder de gerar a vida, o seu corpo abre e dele escorre sangue todos os meses, sem que mal algum lhe aconteça. Mistério assombroso e anti natural. De tal forma este poder assusta que, ela deverá ser considerada imunda os 7 dias do seu fluxo. Se lhe nascer um filho varão, será também imunda 7 dias mas, se lhe nascer uma filha a mulher será imunda durante duas semanas (Levitico cap. 12). Na idade média ela é a depositária da medicina e continua Michelet "... para melhor contar o tempo, observa o céu. Mas nem por isso a terra deixa de ter o seu coração. Os olhos poisados nas folhas, apaixonados e curiosos, sendo ela própria também jovem flor, com elas trava conhecimento pessoal, conhece as ervas e o seu poder pede-lhes para curar aqueles que ama" « O único médico do povo foi, durante mil anos, a feiticeira». «E isso valia uma recompesa. Foram pagas com torturas e mortas nas fogueiras. Refere Michelet que durante a chacina das bruxas na idade média:"... 7.000 foram mortas em Tèves; não sei quantas em Tolosa; 1500 em Genebra; 800 em Bomberg e não foram poupadas em Wurzburg uma feiticeira de 11 anos; em Baiona uma de 15 e duas de 17 anos e até Filipe II de Espanha, teve de intervir ou ficaria com um reino sem subditos".

22 - Naperon de quarto

Sobras dos quartinados, uma renda simplies e ai estão uns naperons de quarto

21 - A rosa


Gosto de rosas vibrantes cor de sangue

20 - Gosto de aproveitar


Colchas de trapo ficam muito bem em camas de ferro

19 - Aproveitando os trapos


Em tricot trabalho para as noites de inverno

18 - Voltando aos trapos


manta em tricot feita de tiras de trapos

7 - Feito por minhas mãos



Toalha para mesa de jantar em bordado de assis. Esta é uma variante do ponto de cruz em que se preenchem os contornos do desenho se pretende realçar. Normalmente bordado em vermelho com contornos em ponto atras de côr preta. Neste caso dispensaram-se os contornos.

6 - Feito por minhas mãos



Naperon 30cm/1,50cm linha nº. 12

5 - Feito por minhas mãos


toalha de jantar, cantos e cento em
renda, grinalda de florinhas bordadas em rosa e cinza

4 - Feito por minhas mãos


Toalha de cozinha linha nº. 12



naperon
linha nº 6

3 - Meus pais





Eram sempre assim. Alegres, felizes e apaixonados

2 - Quinta da Fonte Nova

Quadro em ponto de cruz desenhado e bordado por mim.
Sim que também sou uma menina prendada.
Este quadro representa a Quinta que os meus pais construiram desde o dia em que se casaram.
São sete ped
aços de terra que eles foram juntando durante muitos anos, construiram a casa, plantaram laranjeiras, oliveiras e outras arvores de fruto, semearam milho, trigo e outros produtos horticulas. Ali viveram felizes durante 34 anos. 
A data inscrita no quadro assinala o ano em que em Agosto, de malas e bagagens nos mudamos de vez para a Quinta. Tinha eu 8 anos.
Desde 1990 com o falecimento do meu pai a Quinta tem vido a deteriorar-se e hoje está à venda, com muita pena minha mas não dá para a manter.

1 - A OUTRA !






Ando deveras intrigada.
Há uma gaja que me aparece no espelho sempre que preciso de nele me olhar.




E não é que a dita, tem envelhecido ao longo dos anos na mesma proporção do que me vai acontecendo a mim?




Ao fim e ao cabo a verdade é que não me importo muito.






Dou-me muito bem com ela e embora nunca tivessemos tido grandes conversas, sinto que é mesmo a minha melhor amiga.










EU, sem tirar nem pôr !